Sim, fumar aumenta o risco de desenvolver osteoporose
Os efeitos nocivos do tabaco na saúde estão bem documentados. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco está associado a 7 milhões de mortes todos os anos. Em média, quem fuma vive menos 10 anos do que quem nunca fumou, uma consequência dos efeitos das substâncias presentes no fumo, que favorecem o desenvolvimento de várias doenças. Será que fumar aumenta o risco de osteoporose?
É verdade que fumar aumenta o risco de desenvolver osteoporose?
Sim, fumar é um fator de risco para desenvolver osteoporose (ver aqui, aqui, aqui e aqui).
Num texto da Organização Mundial da Saúde (OMS), que reúne “mais de 100 razões para deixar de fumar”, esclarece-se que “os fumadores têm maior probabilidade de perder densidade óssea, sofrer fraturas com maior facilidade e enfrentar complicações graves, tais como atrasos na cicatrização ou ausência de cicatrização”.
A osteoporose é “uma doença crónica progressiva, caracterizada pela diminuição da densidade mineral óssea responsável pela resistência e solidez da generalidade do esqueleto”, lê-se no site do balcão digital do Serviço Nacional de Saúde (SNS 24).
Essa perda de densidade “provoca um aumento da fragilidade óssea, alteração da microestrutura óssea e, consequentemente, aumento do risco de fratura”.
Num texto do OrthoInfo, um site da American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS), explica-se de que formas o tabagismo enfraquece os ossos, contribuindo para o risco de osteoporose.
A evidência sugere que “o tabagismo reduz o fluxo sanguíneo para os ossos, tal como acontece com muitos outros tecidos do corpo”.
A nicotina, em específico, “atrasa a produção de células formadoras de osso (osteoblastos), fazendo com que estas produzam menos tecido ósseo”, lê-se no mesmo texto.
Noutro plano, fumar também “diminui a absorção de cálcio proveniente da alimentação”. Tal como se explica no site do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), a principal função deste mineral “está relacionada com a massa óssea, isto é, formação de ossos e dentes, sendo também essencial para a coagulação sanguínea, contração muscular e transmissão de impulsos nervosos”.
Por outro lado, “o tabagismo parece degradar mais rapidamente o estrogénio no organismo”, no texto do OrthoInfo. Esta hormona “é importante para construir e manter um esqueleto forte, tanto nas mulheres como nos homens”.
Importa ainda sublinhar que o tabaco também “afeta os outros tecidos que compõem o sistema musculoesquelético, aumentando o risco de lesões e doenças”, como dor lombar, entorses e artrite reumatoide.
Nesse sentido, uma das medidas que ajudam a manter os ossos saudáveis e a prevenir a perda óssea é deixar de fumar.
Outras medidas que ajudam a preservar a saúde óssea são, por exemplo, ter uma alimentação saudável, que inclua o teor adequado de cálcio e proteínas, obter “vitamina D em quantidade suficiente” e manter “um peso corporal saudável”, refere-se num texto da International Osteoporosis Foundation (IOF).
Praticar atividade física regular, nomeadamente “exercícios com peso e de fortalecimento muscular” e evitar o consumo excessivo de álcool são medidas igualmente importantes.