Pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver micoses nas unhas?
Unhas amareladas, mais grossas e ásperas, com pontas frágeis e quebradiças, são alguns dos sinais que podem indicar onicomicose (micose nas unhas). Embora possa afetar qualquer pessoa, há fatores que aumentam o risco de desenvolver esta infeção fúngica que pode afetar as unhas das mãos e dos pés. A diabetes é um deles?
O risco de desenvolver micoses nas unhas é maior em pessoas com diabetes?
Sim, ter diabetes está na lista de fatores que aumentam o risco de desenvolver uma micose nas unhas, tal como se esclarece neste texto do balcão digital do Serviço Nacional de Saúde (SNS 24).
Na mesma lista aparecem fatores como “varizes (insuficiência venosa)”, “sistema imunológico enfraquecido”, “lesões nas unhas ou nos pés” e “história prévia de pé de atleta ou outras infeções fúngicas no corpo”.
A evidência científica também aponta nesse sentido. Por exemplo, uma revisão, publicada em 2024, que analisou 108 estudos, estimou que as pessoas com diabetes tinham 2,8 vezes mais prevalência de onicomicose do que a população geral.
No mesmo plano, uma revisão narrativa publicada em 2025 explica que esta maior vulnerabilidade resulta da combinação de vários fatores associados à diabetes. Entre os principais estão a “função imunitária comprometida”, a “neuropatia periférica”, a “insuficiência vascular” e a presença de “produtos finais de glicação avançada” (compostos que se formam quando o excesso de açúcar no sangue se liga a proteínas do organismo), que dificultam a defesa antifúngica do organismo e facilitam a aderência dos fungos à unha.
Os autores salientam ainda que a onicomicose pode ser mais preocupante neste grupo, não só pelo risco de complicações no pé diabético – como, por exemplo, “úlceras do pé” e “infeções bacterianas secundárias” -, mas também pela “maior gravidade” da própria infeção e pelo risco de “amputação do membro inferior” nos casos mais avançados.
Como se diagnostica e trata a onicomicose?
Tal como esclarece o SNS 24, o diagnóstico é feito através da observação da unha e da avaliação dos sinais e sintomas da infeção. Em alguns casos, pode ser necessária a “observação ao microscópio” ou a realização de “testes laboratoriais para identificação do organismo infetante”.
O tratamento pode ser “difícil e prolongado”, mas deve ser iniciado assim que a infeção seja detetada. Pode envolver a toma de medicamentos ou a aplicação local de produtos com efeito antifúngico. Em casos mais graves, pode ser necessário “remover a unha”.
Categorias:
Etiquetas: