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Os homens também podem ter lúpus? Sim, mas é raro

24 Set 2026 - 08:15

Os homens também podem ter lúpus? Sim, mas é raro

O lúpus é uma doença autoimune sem cura em que o sistema imunitário ataca, por engano, células e tecidos saudáveis do próprio organismo. Como pode afetar diferentes órgãos e sistemas, os sintomas variam de pessoa para pessoa. É uma doença muito associada às mulheres, mas será que também pode afetar os homens?

É verdade que os homens também podem ter lúpus?

Sim. “O lúpus pode afetar homens, mulheres e crianças”, mas “90% dos doentes são mulheres”, adianta-se num texto da Associação de Doentes com Lúpus (ver também aqui).

Ainda não se sabe ao certo porque é que o lúpus é muito mais comum em mulheres, mas supõe-se que as diferenças nos genes e nas hormonas “possam ter um papel importante”, explica-se num texto da  Lupus Foundation of America.

Os sintomas de lúpus nos homens são semelhantes aos das mulheres. “No entanto, os estudos sugerem que esses sintomas podem ser mais graves nos homens — e os especialistas ainda estão a tentar compreender por que razão isso acontece”, adianta-se noutro texto da mesma fundação.

Alguns dos sintomas mais comuns nos homens são: níveis baixos de certas células sanguíneas, febre e perda de peso sem outra causa clara. 

O lúpus também pode causar síndrome antifosfolípida, uma condição em que o organismo produz anticorpos antifosfolípidos em excesso, aumentando “o risco de formação de coágulos sanguíneos”. Pode ainda provocar serosite, uma inflamação das membranas que revestem o tórax, que pode causar “dor ao respirar profundamente”, refere-se.

Outros sintomas da doença incluem: “sensação de cansaço intenso (fadiga)”; “dor ou inchaço nas articulações”; “inchaço nas mãos, nos pés ou na zona à volta dos olhos”; “dores de cabeça”; “problemas de pele, tais como uma erupção cutânea em forma de borboleta nas bochechas e no nariz”; e “queda de cabelo”.

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Também existem complicações associadas ao lúpus “que os homens têm mais probabilidades de sofrer do que as mulheres”, tais como: problemas renais (incluindo doença renal), cardíacos, pulmonares e sanguíneos.

O lúpus que afeta especificamente os rins chama-se nefrite lúpica. Manifesta-se através de inchaço (sobretudo nos pés, tornozelos, pernas ou rosto), urina espumosa, necessidade de urinar com mais frequência do que o habitual (em especial à noite) e pressão arterial elevada.

Como se trata o lúpus nos homens?

O tratamento do lúpus nos homens é semelhante ao das mulheres e consiste, sobretudo, na toma de medicamentos e em alterações de estilo de vida.

Segundo um texto da Arthritis UK, os medicamentos utilizados no tratamento do lúpus dependem da gravidade da doença e das partes do corpo afetadas. A medicação será alterada ou ajustada “à medida que os sintomas agravam ou melhoram”. 

Noutro texto da Associação de Doentes com Lúpus explica-se que a medicação receitada tem benefícios a curto, médio e longo prazo. 

Por um lado, o tratamento a curto prazo pretende “garantir conforto diário e combater os sinais de atividade do lúpus, especialmente a preservação das funções dos órgãos vitais em caso de crises graves”. 

Isto consegue-se ao combater-se a inflamação (através de hidroxicloroquina, anti-inflamatórios não esteroides ou corticosteroides) e ao diminuir-se a ativação do sistema imune (com hidroxicloroquina, corticosteroides e imunossupressores).

A médio prazo, há medicação que previne crises, “a ocorrência de novos coágulos sanguíneos ou recidivas trombóticas” (como a aspirina e anticoagulantes) e combate “a evolução dos danos viscerais”.

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Já a longo prazo, os fármacos receitados têm como objetivo “limitar os efeitos negativos do lúpus e os efeitos secundários tardios dos tratamentos, prevenindo infeções, osteoporose induzida por corticosteróides e risco cardiovascular”.

A adesão ao tratamento é fundamental. Qualquer interrupção acarreta “um risco significativo de agudização do lúpus e, portanto, um risco de consequências negativas”.

Existem ainda algumas mudanças de estilo de vida que ajudam a evitar ativações da doença. Entre outras coisas, é importante “evitar a exposição ao sol e aos raios UV”, ter “cuidado com os contracetivos orais” que contêm estrogénio e “deixar de fumar”, porque o tabaco “não só aumenta o risco de doença cardiovascular, mas também diminui a eficácia da hidroxicloroquina”.

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Num texto do serviço nacional de saúde britânico (NHS, na sigla inglesa) aconselha-se, ainda, os doentes com lúpus a manterem-se ativos, a seguirem uma alimentação saudável e equilibrada e a experimentarem técnicas de relaxamento para gerir os stress.

24 Set 2026 - 08:15

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