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Mulheres com enxaqueca podem tomar a pílula? Depende dos casos

13 Set 2026 - 08:15

Mulheres com enxaqueca podem tomar a pílula? Depende dos casos

A relação entre a enxaqueca e a pílula pode levantar algumas dúvidas, sobretudo porque nem todas as enxaquecas são iguais e existem diferentes tipos de pílula. A presença de aura, por exemplo, é um dos fatores que deve ser considerado. Será que todas as mulheres com enxaqueca podem tomar a pílula?

Quem sofre com enxaqueca não pode tomar a pílula?

Depende dos casos. Os métodos de contraceção hormonal (como a pílula) têm “influência na enxaqueca podendo a sua utilização agravar esta doença”, sublinha-se na secção de perguntas e respostas do site da Sociedade Portuguesa de Cefaleias (SPC).

Existem dois tipos de pílula: a que contém apenas progestativo e a pílula combinada, composta por estrogénio e progestativo (ver aqui e aqui).

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Para a maioria das mulheres com a doença, a pílula combinada é eficaz e segura e até há situações em que utilizar este método ajuda “a tratar a enxaqueca menstrual”, refere-se num texto do National Migraine Center.

Este tipo de enxaqueca está diretamente relacionado “com alterações nos níveis hormonais, nomeadamente com as flutuações dos níveis de estrogénio”, lê-se no site da National Headache Foundation. Nestes casos, “a enxaqueca surge com frequência imediatamente antes ou durante a menstruação”.

Há, no entanto, uma situação em que a pílula combinada não deve ser utilizada: em situações de enxaqueca com aura.

Trata-se de um tipo pouco comum de enxaqueca, em que a pessoa, além dos sintomas comuns da enxaqueca sem aura, também apresentam sintomas neurológicos temporários.

“As auras mais comuns são perturbações exuberantes e passageiras da visão” e “manifestam-se por perda de visão de um dos lados do campo visual (que não de um dos olhos), turvação das imagens, perceção de pontos luminosos, de figuras geométricas ou de zig-zags brilhantes”, explica-se no site da SPC.

Algumas pessoas podem sentir um “formigueiro ou dormência de um lado da face ou de uma das mãos”. Também há quem tenha “dificuldades em falar ou mesmo paralisias passageiras dos membros, habitualmente só de um dos lados do corpo”.

Regra geral, “estas alterações duram cerca de 10 a 30 minutos e antecedem a dor”, sublinha-se no mesmo site.

As mulheres com enxaqueca com aura correm um maior risco de acidente vascular cerebral (AVC) se utilizarem “métodos contracetivos hormonais, ou seja, com estrogénio e progestativo, como a pílula combinada, o anel e o adesivo”, explica-se no site contraceção.pt.

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Quais são as melhores opções para quem tem enxaqueca?

As mulheres que têm enxaqueca com aura podem “tomar contracetivos à base de progestativo”, como a pílula não combinada, o implante, a injeção ou o SIU (sistema intrauterino, também conhecido por DIU hormonal), “sem qualquer risco”, lê-se num texto do site The Migraine Trust.

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Além disso, podem “recorrer a métodos contracetivos não hormonais”, como o DIU de cobre e o preservativo.

No caso das mulheres com enxaqueca sem aura, regra geral, podem utilizar qualquer método de contracetivo – hormonal ou não hormonal –, exceto se estiver a piorar os sintomas da doença (no caso dos hormonais).

Categorias:

Neurologia

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Enxaqueca | pílula

13 Set 2026 - 08:15

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