VITAL
Fumar está associado a mais de 20 tipos de cancro?
Sabe-se que fumar é uma das principais causas do cancro do pulmão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “sete em cada dez casos de cancro do pulmão em homens estão relacionados com o consumo de tabaco”. Mas será que fumar só aumenta o risco de cancro do pulmão? O tabaco está associado a mais de 20 tipos de cancro?
É verdade que o tabaco está associado a mais de 20 tipos de cancro?
Sim. Segundo a informação disponibilizada no site da OMS, o tabaco pode contribuir para o desenvolvimento de mais de 20 tipos de cancro. Além disso, “o consumo de tabaco é responsável por 25% de todas as mortes por cancro em todo o mundo”, sublinha-se.
De todos os tipos de cancro associados ao tabaco, destaca-se o cancro do pulmão. Num texto da American Cancer Society, refere-se que “cerca de 80% dos cancros do pulmão são causados pelo tabagismo”.
Além de cancro do pulmão, o tabaco também está associado, por exemplo, ao desenvolvimento de cancros na boca, na laringe, na faringe, no esófago, no rim, no colo do útero, no fígado, na bexiga, no pâncreas, no estômago e no cólon e reto.
A evidência mostra ainda que o tabagismo aumenta o risco de desenvolver leucemia mieloide aguda e alguns estudos indicam que o tabaco também está associado ao cancro da próstata e a um tipo raro de cancro do ovário (ver também aqui).
Fumar aumenta o risco de desenvolver cancro de várias formas. A principal é ao danificar o ADN das células. Tal como se explica num texto do Cancer Research UK, “o fumo do cigarro contém mais de 5000 substâncias químicas, muitas das quais são nocivas – sabemos que pelo menos 70 delas podem causar cancro”.
Quando uma pessoa fuma, as substâncias químicas nocivas entram nos pulmões e afetam todo o corpo. Essas substâncias químicas danificam o DNA, incluindo partes do DNA que protegem contra o cancro.
Além disso, “as substâncias químicas presentes no fumo do cigarro também dificultam a reparação dos danos no DNA pelas nossas células”. Isso significa que os danos no DNA podem acumular-se e é esse “acúmulo de danos no DNA na mesma célula ao longo do tempo que leva ao cancro”, lê-se no mesmo texto.
Nenhum tipo de tabaco é seguro
Todas as formas de tabaco têm riscos (ver aqui, aqui e aqui). “Os produtos de tabaco sem fumo, como o tabaco para mascar e para mastigar, também podem causar cancro, incluindo cancros do esófago, boca e garganta e pâncreas”, refere-se num texto dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla inglesa).
No mesmo sentido, os cigarros eletrónicos também não são seguros. Estes dispositivos que aquecem um líquido e produzem um aerossol “geralmente contêm nicotina” e “outras substâncias que podem prejudicar a saúde, incluindo produtos químicos cancerígenos”, aponta-se.
As pessoas que fumam não são as únicas que correm risco. As pessoas ao redor (fumadores passivos) também inalam o fumo do tabaco, ou seja, correm um risco acrescido de desenvolver cancro e todas as outras doenças associadas ao tabaco.
Este artigo foi desenvolvido no âmbito do “Vital”, um projeto editorial do Viral Check e do Polígrafo que conta com o apoio da Fundação Champalimaud.
A Fundação Champalimaud não é de modo algum responsável pelos dados, informações ou pontos de vista expressos no contexto do projeto, nem está por eles vinculado, cabendo a responsabilidade dos mesmos, nos termos do direito aplicável, unicamente aos autores, às pessoas entrevistadas, aos editores ou aos difusores da iniciativa.
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