VITAL
Existem mais de 200 tipos de cancro?
A palavra “cancro” não se refere a uma doença em particular, mas a várias doenças que podem ser classificadas de diferentes formas.
O mais comum é segmentar os cancros de acordo com o órgão ou tecido em que se desenvolvem — “cancro do pulmão”, “cancro do colo do útero”, etc. Mas quantos tipos existem?
Há mais de 200 tipos de cancro?
De acordo com a Cancer Research UK e outras instituições de saúde, como a Fundação Champalimaud, se o critério de segmentação for o órgão ou tecido, há mesmo mais de 200 tipos de cancro diferentes — são tantos quantos os sítios onde se podem desenvolver tumores malignos.
Os mais comuns em Portugal são o colorretal, da mama, da próstata, do pulmão e do estômago — por esta ordem. Quanto à mortalidade, o cancro do pulmão é o mais letal, seguido pelo colorretal e pelo da mama.
Mas esta não é a única forma de agrupar tipos de cancro: também é possível avaliá-los de acordo com o tipo de célula em que começam. Seguindo essa lógica, há seis grupos principais: carcinomas, sarcomas, leucemias, linfomas, mielomas e cancros do cérebro e medula.
Os carcinomas são formados por células epiteliais, que formam os tecidos básicos do corpo humano. Surgem na pele ou nas camadas de células que cobrem a parede interna dos órgãos.
Já os sarcomas são formados a partir de osso ou de tecidos moles (cartilagens, gordura, músculos, vasos sanguíneos). As leucemias têm origem nas células presentes na medula óssea, o tecido onde se formam as células do sangue — há uma proliferação descontrolada de glóbulos brancos.
Os linfomas, como as leucemias, são cancros dos glóbulos brancos — aliás, podem ser “facilmente confundidos”, segundo a Fundação Champalimaud —, mas começam nos gânglios e no sistema linfático.
No caso dos mielomas, a proliferação começa nas células plasmáticas, um tipo de glóbulo branco produzido na medula óssea. Essas células produzem anticorpos, também chamados imunoglobulinas, que ajudam a combater infecções.
As células plasmáticas podem multiplicar-se descontroladamente e, nesse caso, produzem um tipo de anticorpo que não funciona adequadamente.
Os cancros do cérebro e da medula espinal são tumores malignos das células do sistema nervoso central. Um dos mais comuns é o glioma, que se desenvolve a partir das células gliais, que auxiliam o sistema nervoso central e, entre outras funções, isolam os neurónios e impedem a propagação desordenada dos impulsos nervosos.
Há uma forma ainda mais simples e grosseira de dividir os cancros: podem ser classificados apenas como sólidos ou líquidos (tumores do sangue).
Este artigo foi desenvolvido no âmbito do “Vital”, um projeto editorial do Viral Check e do Polígrafo que conta com o apoio da Fundação Champalimaud.
A Fundação Champalimaud não é de modo algum responsável pelos dados, informações ou pontos de vista expressos no contexto do projeto, nem está por eles vinculado, cabendo a responsabilidade dos mesmos, nos termos do direito aplicável, unicamente aos autores, às pessoas entrevistadas, aos editores ou aos difusores da iniciativa.
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