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Excesso de fósforo no sangue pode ser um sinal de doença renal?

18 Jun 2026 - 08:00
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Excesso de fósforo no sangue pode ser um sinal de doença renal?

A doença renal é uma condição que altera a estrutura ou a função dos rins. Quando se manifesta durante mais de 3 meses, é considerada crónica e pode resultar em lesões irreversíveis nos rins. Apesar de as fases iniciais da doença poderem não dar sintomas, os principais sinais de alerta são a pressão arterial elevada e alterações da coloração da urina. Mas o excesso de fósforo no sangue também pode ser um sinal de doença renal?

Níveis altos de fósforo no sangue podem ser um sinal de doença renal?

Sim, “a causa mais comum dos níveis elevados de fósforo é a doença renal crónica, especialmente quando esta evolui para insuficiência renal”, lê-se num texto da National Kidney Foundation (NKF).

O fósforo é um mineral essencial para o organismo (ver aqui). O excesso de fósforo no sangue, também conhecido como hiperfosfatemia, é, frequentemente, “um sintoma de doença renal crónica” e pode “indicar que os rins estão danificados e não estão a funcionar adequadamente para filtrar o excesso de fósforo do sangue”, adianta-se num texto do American Kidney Fund (AKF).

Isto porque, explica-se no texto da NKF, “os rins são responsáveis por remover o excesso de fósforo do organismo”, impedindo que “os níveis de fósforo subam demasiado”. 

À medida que a doença renal crónica progride, “os rins perdem lentamente a sua capacidade de filtrar o sangue”. Isto faz com que “o fósforo (e outros resíduos naturais) se acumule no sangue”.

De modo geral, os níveis de fósforo no sangue são verificados se a pessoa tiver algum tipo de problema nos rins ou “para acompanhar os resultados de outros exames”, sublinha-se no texto do AKF.

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Para alguém com rins saudáveis, “a quantidade normal de fósforo (ou fosfato) no sangue situa-se entre 2,5 e 4,5 mg/dL”. Se o nível de fósforo for superior a 4,5 mg/dL, o médico “poderá realizar outros exames para verificar se existe doença renal”.

Além da doença renal, o excesso de fósforo no sangue pode indicar outras situações clínicas. Uma delas é o hipoparatireoidismo, uma condição em que “as glândulas paratiroides [localizadas junto à tiroide] não produzem hormona paratiroide (PTH) em quantidade suficiente”, refere-se num texto do MedlinePlus (um site de informação sobre saúde que pertence aos Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos). Neste contexto, “os níveis de cálcio estão baixos e os níveis de fosfato estão elevados”.

O excesso de fósforo também pode ser um sinal de acidose. “Isto significa ter demasiado ácido no sangue devido a um desequilíbrio do pH”, que pode ser causado “por uma doença pulmonar ou outras condições de saúde, incluindo doença renal”.

Para mais, “uso prolongado de certos medicamentos”, como esteroides, laxantes e enemas que contêm fosfato também podem causar níveis elevados de fósforo no sangue.

Qual a importância de ter níveis adequados de fósforo no sangue?

Segundo um texto publicado no site do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), o fósforo participa em várias funções essenciais do organismo, “tais como, formação óssea juntamente com o cálcio, reações químicas de libertação de energia, sistema tampão fosfato no líquido intracelular e túbulos renais e faz ainda parte dos ácidos nucleicos, ADN e ARN”.

Este mineral está presente em muitos alimentos. “Regra geral, as fontes de proteína também são boas fontes de fósforo, tais como, carne vermelha, carne de aves, peixe e ovos”. O leite e derivados, as leguminosas, os cereais e os grãos também são boas fontes de fósforo.

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O défice de fósforo é raro, mas quando se verifica pode causar “anormalidades neurais, musculares, esqueléticas, hematológicas, renais, etc”, exemplifica-se.

Por outro lado, “níveis elevados de fósforo fazem com que os vasos sanguíneos endureçam e se tornem menos flexíveis”, o que “dificulta a circulação do sangue pelo corpo”, refere-se no texto da NKF.

Por norma, “este processo não ocorre rapidamente” (é causado por muitas semanas e meses de níveis de fósforo elevados), mas aumenta o risco de “doenças cardiovasculares (ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral), hipertensão arterial, e insuficiência cardíaca”.

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Níveis elevados de fósforo também podem ser perigosos para a saúde óssea. “O corpo começa a degradar os ossos e torna-se mais difícil a sua reconstrução”, o que “pode deixar os ossos muito fracos e aumentar o risco de fraturas”, acrescenta-se no mesmo texto.

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18 Jun 2026 - 08:00

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