VITAL
Doentes com cancro correm risco acrescido de desenvolver osteoporose?
Com o avançar da idade, os ossos vão perdendo densidade naturalmente. Por isso, a osteoporose é mais comum em pessoas mais velhas. Mas será que o cancro também é um fator de risco para o desenvolvimento de osteoporose?
É verdade que os doentes com cancro têm um risco acrescido de desenvolver osteoporose?
Sim, a osteoporose – que consiste na perda de massa e de densidade óssea e na degradação do tecido ósseo – “pode ser causada por cancro ósseo ou por certos tipos de cancro que se espalham para os ossos, como cancro da mama, cancro da próstata, cancro do pulmão e mieloma múltiplo”, explica-se num texto do Canadian Cancer Society (ver também aqui, aqui e aqui).
Além disso, a osteoporose também pode ser um efeito secundário de alguns tratamentos do cancro.
Por exemplo, “terapias hormonais utilizadas para tratar o cancro da mama, do útero, dos ovários e da próstata” podem contribuir para o desenvolvimento de osteoporose.
O corpo “produz naturalmente certas hormonas que ajudam a manter os ossos fortes ao longo do tempo”, e níveis reduzidos de hormonas como o estrogénio e a testosterona, causados por esses tratamentos do cancro, contribuem para o surgimento de osteoporose.
Alguns tratamentos – como alguns fármacos utilizados na quimioterapia, cirurgia para remover os ovários ou radioterapia – também “causam menopausa precoce ou menopausa induzida pelo tratamento”. A menopausa, por si só, é um fator de risco para a osteoporose (ver aqui e aqui).
Por outro lado, refere-se no mesmo texto, algumas pessoas com tumores cerebrais e na medula espinhal podem precisar de tomar glicocorticoides, “hormonas que ajudam a reduzir o inchaço e diminuir a resposta imunitária do corpo” e esses medicamentos podem enfraquecer os ossos.
Nem sempre é possível detetar precocemente a osteoporose. Aliás, uma fratura óssea pode ser o primeiro sintoma que ajuda a diagnosticar a doença.
Segundo um texto da American Cancer Society, quando surgem, os sintomas incluem: dor nas costas, perda incomum de altura ao longo do tempo, postura curvada ou parte superior das costas curvada, rigidez, articulações dolorosas, e fraturas ósseas mais fáceis do que o esperado (como após uma lesão leve).
É importante detetar a osteoporose antecipadamente para ajudar a prevenir fraturas. “Não há cura para a osteoporose, mas manter um estilo de vida saudável e certos tratamentos podem ajudar a prevenir, controlar ou até reverter a perda óssea”, sublinha-se no texto da Canadian Cancer Society.
Este artigo foi desenvolvido no âmbito do “Vital”, um projeto editorial do Viral Check e do Polígrafo que conta com o apoio da Fundação Champalimaud.
A Fundação Champalimaud não é de modo algum responsável pelos dados, informações ou pontos de vista expressos no contexto do projeto, nem está por eles vinculado, cabendo a responsabilidade dos mesmos, nos termos do direito aplicável, unicamente aos autores, às pessoas entrevistadas, aos editores ou aos difusores da iniciativa.
Categorias:
Etiquetas: