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Diuréticos podem causar desidratação? Sim, e o risco aumenta com o calor

27 Jul 2026 - 08:15

Diuréticos podem causar desidratação? Sim, e o risco aumenta com o calor

Os diuréticos são medicamentos que ajudam o corpo a produzir mais urina. São frequentemente utilizados no tratamento da hipertensão (pressão arterial elevada) e de problemas no coração, nos rins e no fígado. É verdade que os diuréticos podem causar desidratação? O risco aumenta com o calor?

Os diuréticos podem causar desidratação? E o risco aumenta com o calor?

Sim, os medicamentos diuréticos podem causar desidratação e o risco aumenta nos dias mais quentes (ver aqui, aqui e aqui).

Num texto da Harvard Medical School, explica-se que os diuréticos “ajudam os rins a eliminar o sódio e a água do organismo”. Este processo “diminui o volume sanguíneo, pelo que o coração tem menos sangue para bombear a cada batimento, o que, por sua vez, reduz a pressão arterial”.

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Também podem ser prescritos a pessoas com insuficiência cardíaca que, muitas vezes, “ganham peso devido à retenção de líquidos em excesso pelo organismo (uma condição denominada edema)”.

São ainda utilizados no tratamento da retenção de líquidos causada por cirrose hepática e problemas renais, por exemplo (ver aqui).

Os diuréticos “provocam a perda de eletrólitos através da urina”, por isso “podem causar um desequilíbrio de sais no sangue”, sublinha-se num texto do Health Direct, um site com informação de saúde gerido pelo governo australiano.

Alguns “provocam níveis baixos de potássio, enquanto outros provocam níveis elevados de potássio”. Também podem afetar os níveis de sódio, cálcio, magnésio e ácido úrico.

Nesse sentido, alerta-se no mesmo texto, a toma de uma dose excessiva de um medicamento diurético pode causar “lesões renais”, “pressão arterial baixa” e “desidratação”.

Como estes medicamentos “aumentam a eliminação de água”, podem “aumentar a desidratação normal decorrente do aumento da temperatura ambiente”, sublinha-se num texto publicado no site do Infarmed.

Para o organismo arrefecer, “é necessário que o sistema nervoso central possa comandar a dilatação dos vasos sanguíneos superficiais, a fim de permitir uma melhor circulação do sangue, libertação de calor e transpiração”, explica-se. 

Medicamentos que “diminuam a tensão arterial ou alterem o estado de vigilância, podem também agravar os efeitos do calor”.

Como prevenir a desidratação?

“A desidratação ocorre quando uma pessoa não bebe água em quantidade suficiente para repor os fluidos perdidos pelo organismo através do mecanismo normal da transpiração ou em caso de vómitos e diarreia”, explica-se num texto do INEM.

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Nesse sentido, para reduzir o risco de desidratação, deve “beber líquidos regularmente”, sublinha-se no site do serviço nacional de saúde britânico (NHS, na sigla inglesa).

É recomendado aumentar a ingestão de água “quando houver um risco maior de desidratação”, como, por exemplo, “se estiver a vomitar, a suar devido ao calor ou ao exercício físico, ou se tiver diarreia”.

Pessoas com diabetes, que beberam muito álcool, que têm febre ou que tomam medicamentos diuréticos também correm um maior risco de desidratar.

Os sintomas da desidratação “começam a surgir quando o organismo perde apenas 1% dos seus fluidos” e consistem, sobretudo, em: cansaço invulgar, tonturas, sede, dor de cabeça e boca, lábios e olhos secos.

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Se a vítima estiver consciente, é importante dar-lhe água, em pequenos goles, “de forma compassada, mas repetida e persistente”, bem como aconselhá-la a descansar num sítio abrigado do calor.

Trata-se de uma emergência médica se a pessoa “ficar inconsciente ou tiver alguma convulsão”. Nesse caso, deve-se ligar de imediato para o 112.

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27 Jul 2026 - 08:15

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