Congresso do AVC realiza-se em Braga em janeiro e tem organização conjunta para “ter uma voz mais nacional”
O 20.º Congresso Português do AVC está marcado entre 28 e 30 de janeiro de 2026, no Espaço Vita, em Braga. A programação inclui cursos práticos, mesas-redondas com especialistas nacionais e estrangeiros e várias sessões de apresentação de trabalhos científicos.
Pela primeira vez, o congresso é coorganizado pela Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC) e pela Sociedade Portuguesa de Neurorradiologia de Intervenção (SPNI), uma parceria que permitirá “ter uma voz mais nacional e capaz de mobilizar o país em torno da causa do AVC”, afirma, em comunicado, Vítor Tedim Cruz, presidente da SPAVC.
Entre os temas em debate nas mesas-redondas destacam-se as controvérsias na abordagem de hemorragias intracranianas, a inovação na neurointervenção para o AVC isquémico e os dilemas do diagnóstico em contexto agudo.
Haverá também sessões dedicadas à recuperação funcional e ao papel da cardiologia na prevenção secundária. Parte das mesas será organizada em colaboração com sociedades científicas de medicina geral e familiar, reabilitação e cardiologia.
Antes do arranque formal do congresso, no dia 28, realizam-se três cursos pré-congresso: um de trombectomia, uma revisão prática de tomografia computorizada em situação de urgência e um curso dedicado à Via Verde do AVC.
Estes momentos de formação pretendem responder à exigência de atualização contínua numa área em rápida transformação. “Estes cursos são fundamentais para manter os médicos atualizados com as melhores práticas e tecnologias no tratamento do AVC”.
A sessão de abertura contará com o professor de neurologia Yvo Roos, da Universidade de Amesterdão, que fará um balanço de uma década de trombectomia mecânica — procedimento que alterou de forma decisiva o tratamento do AVC isquémico.
Nos dias 29 e 30 realizam-se as sessões de comunicações orais e e-posters. O prazo de submissão de resumos está aberto até 11 de janeiro de 2026. A cerimónia de encerramento inclui a entrega de vários prémios e da Bolsa de Investigação Prof. Castro Lopes, dedicada à doença vascular cerebral.