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Apanhar sarampo é mais seguro do que tomar a vacina?

2 Mar 2025 - 08:30
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Apanhar sarampo é mais seguro do que tomar a vacina?

A vacinação contra o sarampo voltou a ter destaque mediático, esta semana, quando foi noticiado que, pela primeira vez desde 2015, uma criança não vacinada morreu vítima da doença nos Estados Unidos da América (EUA). Ainda assim, nas redes sociais, há quem defenda que “apanhar sarampo hoje em dia é mais seguro do que a vacina”. Mas será mesmo assim?

É verdade que apanhar sarampo é mais seguro do que tomar a vacina?

Não, apanhar sarampo não é mais seguro do que tomar a VASPR, vacina que protege contra o sarampo, a parotidite epidémica (papeira) e a rubéola.

“Ser vacinado é a melhor forma de evitar ficar doente com sarampo ou de o transmitir a outras pessoas. A vacina é segura e ajuda o seu corpo a combater o vírus”, explica-se no site da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Importa sublinhar que o sarampo é uma doença altamente contagiosa que infeta o trato respiratório, espalhando-se depois por todo o corpo e provocando sintomas como, por exemplo, “febre alta, tosse, corrimento nasal e erupções cutâneas”.

Além disso, o vírus do sarampo “pode causar doença grave, complicações e até a morte”.

No mesmo plano, frisa a OMS, “as crianças pequenas e as grávidas não vacinadas correm maior risco de sofrer complicações graves”.

A OMS defende, por isso, que “todas as crianças devem ser vacinadas contra o sarampo”, lembrando que “a vacina é segura, eficaz e pouco dispendiosa”.

No mesmo texto, detalha-se que “antes da introdução da vacina contra o sarampo em 1963 e da vacinação em larga escala, ocorriam grandes epidemias aproximadamente a cada dois ou três anos, causando cerca de 2,6 milhões de mortes por ano”.

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“Apesar de existir uma vacina segura e com boa relação custo-eficácia, em 2023, estima-se que ocorreram 107.500 mortes por sarampo a nível mundial, principalmente entre crianças não vacinadas ou com vacinação incompleta com menos de 5 anos de idade”, adianta a OMS.

Pela mesma ordem de ideias, num texto publicado no site dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças norte-america (CDC, na sigla inglesa), explica-se que “as vacinas, como qualquer medicamento, podem ter efeitos secundários”. 

No entanto, acrescenta-se, “a maioria das pessoas que toma a vacina não tem problemas graves” e “tomar a vacina é muito mais seguro do que contrair sarampo, papeira ou rubéola”.

Em Portugal, a vacina contra o sarampo é gratuita, estando recomendada a administração da primeira dose aos 12 meses de idade e a segunda dose aos 5 anos.

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2 Mar 2025 - 08:30

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