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Aneurisma da aorta abdominal: O que é e como se trata a condição diagnosticada a Rosa Mota

11 Fev 2025 - 03:02

Aneurisma da aorta abdominal: O que é e como se trata a condição diagnosticada a Rosa Mota

A atleta Rosa Mota foi submetida a uma cirurgia programada, no Hospital de Santo António, no Porto, na sequência da deteção de um aneurisma da aorta abdominal, em dezembro. A maratonista de 66 anos “encontra-se estável” e a recuperar, de acordo com um comunicado da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA). Mas o que é um aneurisma da aorta abdominal? Quais os sintomas? A cirurgia é sempre necessária?

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Neste artigo do Viral, esclarecemos cinco questões sobre a condição diagnosticada a Rosa Mota.

O que é um aneurisma da aorta abdominal?

Um aneurisma abdominal é um inchaço na aorta, “a principal artéria que transporta sangue rico em oxigénio para o corpo”, explica-se num texto informativo do Instituto Nacional de Coração, Pulmões e Sangue dos Estados Unidos (NHLBI, na sigla inglesa).

Normalmente, “a aorta tem paredes espessas que resistem à pressão sanguínea normal”. Contudo, “certos problemas médicos, condições genéticas e traumas podem danificar ou enfraquecer essas paredes” e, nesses casos, a força do sangue “pode causar um aneurisma”, lê-se no mesmo texto.

Existem dois tipos de aneurismas que afetam a aorta: o aneurisma da aorta abdominal (AAA) e o aneurisma da aorta torácica (TAA).

O aneurisma da aorta abdominal – diagnosticado a Rosa Mota – surge na área do abdómen e o aneurisma da aorta torácica ocorre no peito, “acima do diafragma, e é menos comum”.

Quais os sintomas?

A maioria dos doentes não se apercebe de que tem um aneurisma da aorta abdominal. No entanto, tal como se esclarece num texto da Fundação Britânica do Coração, “se um aneurisma se tornar grande” pode causar sintomas.

As pessoas com aneurisma da aorta abdominal podem ter: uma “sensação de pulsação no estômago”, “dor no estômago” e “dor persistente nas costas”.

Importa salientar que “um aneurisma de grandes dimensões pode rebentar e provocar uma hemorragia interna”. 

Trata-se de uma “emergência médica” quando uma pessoa tem “dor súbita intensa no abdómen, nas costas ou na zona lombar” associada a “sensação de frio”, “suor”, “falta de ar” e desmaios.

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Como é diagnosticada a condição?

Segundo um texto do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla inglesa), “o principal exame para saber se tem um aneurisma da aorta abdominal é uma ecografia na barriga”. O exame vai permitir identificar o aneurisma e o tamanho do mesmo.

Além disso, também é comum prescrever-se um TAC (Tomografia Computorizada) “para confirmar o tamanho do aneurisma”, salienta-se no site do MedlinePlus (um site de informação sobre saúde que pertence aos Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos).

Considera-se que um aneurisma é pequeno se tiver de “3 a 4,4 cm”, médio se tiver de “4,5 a 5,4 cm” e grande se a dimensão for de “5,5 cm ou mais”, refere-se no texto do NHS.

Quem corre maior risco de desenvolver um aneurisma da aorta abdominal?

As causas de um aneurisma da aorta abdominal não são claras, mas algumas pessoas correm maior risco De acordo com a informação disponibilizada pelo NHS, a probabilidade é maior, por exemplo, nos homens com 65 anos ou mais.

Além disso, pessoas que fumam (ou fumavam) e que têm “tensão arterial elevada” e “colesterol alto” parecem ter maior probabilidade de desenvolver um aneurisma da aorta abdominal (ver também aqui e aqui).

Ter “um familiar próximo que tenha tido um aneurisma da aorta abdominal” ou ter certas patologias, como aterosclerose, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica) e síndrome de Marfan (patologia rara do tecido conjuntivo) também aumenta o risco de desenvolver aneurisma da aorta abdominal.

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Muito raramente, “um aneurisma da aorta abdominal pode ser causado por uma infeção”, acrescenta-se no texto do NHS.

Quando é necessário fazer cirurgia?

O tratamento de um aneurisma da aorta abdominal depende dos sintomas e do tamanho do aneurisma. Se o aneurisma for pequeno “podem ser recomendadas mudanças no estilo de vida, como deixar de fumar e ter uma alimentação saudável, para ajudar a impedir o seu crescimento”, realça-se no texto NHS.

Além disso, se a pessoa tiver tensão arterial elevada e colesterol alto, a toma de medicamentos que tratam estas condições também “pode ajudar a impedir que o aneurisma aumente”, realça-se.

Se o aneurisma crescer e atingir dimensões consideradas grandes (5,5 cm ou mais), o risco de rebentar é maior, por isso, pode ser necessário fazer cirurgia, alerta-se no texto da Fundação Britânica do Coração.

Existem dois tipos de cirurgia principais neste contexto: a “reparação endovascular” e a “reparação cirúrgica” (aberta).

A reparação endovascular é uma cirurgia minimamente invasiva que consiste na “colocação  de uma endoprótese (um pequeno tubo de metal coberto por uma rede) no interior da artéria, através de um pequeno corte na virilha”, explica-se no mesmo texto. 

O procedimento requer apenas anestesia local e, por norma, o doente “pode regressar a casa dois ou três dias depois”. Contudo, “não é adequado para toda a gente”. 

Por outro lado, “a reparação cirúrgica envolve a substituição da parte afetada da aorta por um tubo de plástico (enxerto)”. 

Neste caso, o doente precisa de uma anestesia geral e, provavelmente, terá de “permanecer no hospital durante mais de uma semana e pode demorar algumas semanas a recuperar na totalidade”, refere-se.

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