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Aloe vera com mel cura enxaquecas?

27 Jun 2025 - 09:40
falso

Aloe vera com mel cura enxaquecas?

No TikTok, alega-se que tomar três colheres por dia de uma receita caseira de aloe vera com mel cura enxaquecas. Isto porque, sugere o autor do vídeo, “a enxaqueca é uma doença circulatória” e a aloe vera e o mel são a melhor combinação “para a circulação”. Será mesmo assim? Aloe vera com mel cura enxaquecas?

Receita caseira de aloe vera com mel cura enxaquecas?

Não existe evidência científica que prove que esta receita caseira de aloe vera e mel cure enxaquecas. Aliás, não existe cura para a doença.

A enxaqueca é uma doença crónica caracterizada por episódios de dores de cabeça intensas, muitas vezes acompanhados por outros sintomas, como “náuseas”, “vómitos”, “intolerância à luz”, “ao ruído” e “a alguns cheiros”, refere-se na secção de perguntas e respostas do site da Sociedade Portuguesa de Cefaleias (SPC).

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Apesar de não existir cura, há tratamentos com a capacidade de reduzir a frequência, a duração e a intensidade das crises. 

No entanto, não existem estudos que investiguem em específico o possível impacto da aloe vera com mel no alívio ou tratamento das enxaquecas

Os trabalhos sobre os potenciais benefícios para a saúde da aloe vera e do mel (individualmente) não referem qualquer efeito na gestão de enxaquecas

Tal como já tinha esclarecido a neurologista Sandra Moreira, em declarações anteriores ao Viral, até à data, não há alimentos específicos que consigam parar as crises de enxaqueca, ou preveni-las (ver também aqui e aqui).

A única substância que pode ajudar algumas pessoas a controlar a enxaqueca é a cafeína, que pode ser ingerida através do café ou outras bebidas.

Em causa está a ação estimulante da cafeína, “tendo como principal efeito a constrição dos vasos sanguíneos, que contraria a dilatação dos vasos que ocorre numa crise de enxaqueca”, explica-se num documento da Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias (MiGRA). 

Apesar de poder ajudar, o consumo de café não é a solução. Até porque “o uso excessivo de cafeína poderá também ser um gatilho para desencadear uma crise de enxaqueca”, acrescenta-se.

No mesmo sentido, também “não existe uma dieta ‘correta’ para pessoas que sofrem de enxaquecas”, sublinha-se num texto da Fundação Americana de Enxaqueca.

Segundo o mesmo texto, “a melhor dieta para a prevenção das enxaquecas é, geralmente, uma dieta que inclua muitos frutos e legumes frescos, gorduras saudáveis e quantidades limitadas de alimentos processados”.

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Certos alimentos podem ser “fatores desencadeantes da enxaqueca” para algumas pessoas, por isso, nesses casos, evitá-los “pode reduzir a probabilidade de ter uma crise, mas um regime alimentar não é uma cura”, sublinha-se no documento da MiGRA.

Importa salientar que nem todas as pessoas com enxaquecas têm gatilhos alimentares (ver aqui). Além disso, um determinado alimento pode ser um fator desencadeante para uma pessoa e não para outra. 

Quais os tratamentos para as enxaquecas?

Segundo a informação disponível no site da SPC, existem dois tipos de tratamentos para a enxaqueca: o sintomático e o profilático.

Durante uma crise aguda, recorre-se ao tratamento sintomático. Por norma, recomenda-se a toma de medicamentos que ajudam com a dor, como “analgésicos simples”, “anti-inflamatórios” ou “triptanos”.

Outras medidas que podem ajudar com os sintomas são “deitar-se num local sossegado e escuro” e “aplicar pressão ou frio no local da dor”, aponta-se.

O tratamento profilático, como o nome indica, ajuda a prevenir as crises. O primeiro passo é, se possível, identificar e evitar os fatores desencadeantes da enxaqueca.

“Em algumas pessoas, em alguns períodos da vida, será necessário recorrer a medicamentos de uso diário para diminuir as crises (em frequência, em duração ou em intensidade)”, explica-se no site da SPC. 

Existem ainda outros fármacos, injetáveis, de segunda linha. É o caso da “toxina botulínica e ainda de fármacos preventivos desenvolvidos especificamente para a enxaqueca: os anticorpos monoclonais anti-CGRP”.

Ambos os tratamentos são escolhidos e ajustados consoante as características de cada doente.

Além disso, existem alterações de estilo de vida que ajudam com as enxaquecas. Num texto do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla inglesa), recomenda-se ter uma boa hidratação e limitar “a quantidade de cafeína e de álcool que ingere”.

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Também é importante “manter um peso saudável”, “fazer as refeições a horas certas”, “fazer exercício físico regular”, dormir bem e “tentar gerir o stress”, acrescenta-se.

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27 Jun 2025 - 09:40

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