A osteoporose é mais frequente nas mulheres?
A osteoporose é uma doença crónica progressiva que se caracteriza pela diminuição da densidade mineral óssea e pela redução da massa óssea. Esta alteração dos ossos aumenta o risco de fraturas. Existem vários fatores que aumentam o risco de desenvolver osteoporose. Mas será que esta doença é mais frequente nas mulheres?
É verdade que a osteoporose é mais comum nas mulheres?
Sim, a osteoporose é mais frequente nas mulheres do que nos homens (ver aqui, aqui, aqui e aqui).
Tal como se explica num texto do MedlinePlus (um site de informação sobre saúde que pertence aos Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos), os ossos “são constituídos por tecido vivo” e, “para os manter fortes, o corpo degrada o osso antigo e substitui-o por osso novo”.
A osteoporose ocorre “quando a quantidade de osso degradado é superior à quantidade substituída”. Eventualmente, “perde-se massa óssea e ocorrem alterações na estrutura do tecido ósseo”, explica-se.
Segundo o site do balcão digital do Serviço Nacional de Saúde (SNS 24), “a maior parte dos casos da doença está associada ao avançar da idade e às mudanças hormonais”.
Essas alterações hormonais acontecem sobretudo “nas mulheres após a menopausa”, porque “a redução dos níveis de estrogénio” típica dessa fase “provoca a redução da massa óssea”, esclarece-se (ver também aqui).
“Estima-se que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens, após os 50 anos, irá sofrer uma fratura osteoporótica”, mas é importante referir que “a osteoporose pode afetar qualquer pessoa”, sublinha-se no site do SNS 24.
A osteoporose é frequentemente definida como uma “doença ‘silenciosa’, porque normalmente não causa sintomas”, lê-se no texto do MedlinePlus.
A pessoa “pode nem sequer saber que tem a doença até partir um osso”. Isto pode acontecer “com qualquer osso, mas é mais comum nos ossos da anca, nas vértebras da coluna vertebral e no pulso”, acrescenta-se.
Que outros fatores aumentam o risco de osteoporose?
Além de as mulheres terem uma maior predisposição para desenvolver osteoporose, existem outros fatores – modificáveis e não modificáveis – que aumentam o risco da doença.
A idade é um aspeto importante. Segundo um texto da International Osteoporosis Foundation (IOF), “cerca de 75% das fraturas causadas pela osteoporose ocorrem em pessoas com 65 anos ou mais”.
O “histórico familiar de osteoporose” e uma fratura anterior também são fatores de risco para a doença.
Além disso, “certos medicamentos têm efeitos secundários associados à osteoporose ou a um risco acrescido de fraturas”, tais como: glicocorticoides (em caso de toma prolongada), “certas hormonas esteroides”, “inibidores da bomba de protões”, “anticoagulantes” e alguns antidepressivos, antiepiléticos a antipsicóticos (pode ver a lista completa aqui).
Noutro plano, também há doenças que “podem enfraquecer os ossos e aumentar o risco de osteoporose e fraturas”.
Algumas das mais comuns são: artrite reumatoide, problemas gastrointestinais (como doença de Crohn, doença inflamatória intestinal e doença celíaca), doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), asma, distúrbios endócrinos (como diabetes e síndrome de Cushing), doença renal crónica, cancro, SIDA, doenças hematológicas e demência.
Em relação aos fatores de risco modificáveis, destaca-se o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o tabagismo, o índice de massa corporal (IMC) baixo, a má nutrição, um défice de vitamina D e de cálcio.
O sedentarismo e as quedas frequentes também são fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento de osteoporose.