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A meningite pode causar danos cerebrais permanentes?

1 Jun 2026 - 08:15
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A meningite pode causar danos cerebrais permanentes?

A maioria dos casos de meningite são causados por vírus ou bactérias, sendo a meningite bacteriana uma infeção grave e potencialmente mortal. A principal medida preventiva é a vacinação. Em Portugal, o Programa Nacional de Vacinação (PNV) inclui a proteção contra os principais tipos de meningite. Mas quais são as complicações da meningite? Pode causar danos cerebrais permanentes?

É verdade que a meningite pode causar danos cerebrais permanentes?

Sim, “a meningite pode ser muito grave se não for tratada rapidamente”, podendo, inclusive, “causar sépsis com risco de vida e resultar em danos permanentes no cérebro ou nos nervos”, lê-se num texto do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla inglesa).

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A meningite é uma doença provocada “pela inflamação das meninges (membranas que protegem o cérebro e a medula espinal), que pode ser causada por diferentes agentes, como bactérias, fungos ou vírus”, explica-se num texto do balcão digital do Serviço Nacional de Saúde (SNS 24).

Em casos mais raros, “pode resultar de reações medicamentosas ou outras doenças sistémicas”.

Segundo a informação disponível no site da Organização Mundial da Saúde (OMS), “a meningite bacteriana é o tipo mais grave de meningite”, tratando-se “de uma doença grave e potencialmente fatal que, muitas vezes, pode levar a consequências adversas para a saúde a longo prazo”.

As orientações da OMS sobre o diagnóstico, tratamento e cuidados da meningite referem que a doença “pode resultar no desenvolvimento de complicações e sequelas a longo prazo, levando a incapacidades graves, limitações no funcionamento e a uma menor participação na vida e na comunidade”. 

As sequelas mais importantes “incluem, entre outras, perda auditiva, défices neurológicos focais, comprometimento neuropsicológico (comprometimento cognitivo em adultos, deficiência intelectual e/ou alterações comportamentais em crianças), hidrocefalia, recorrência de convulsões e epilepsia, amputação de membros ou dedos e cicatrizes cutâneas”. 

Algumas pessoas também podem “sofrer uma série de efeitos secundários que podem não ser imediatamente evidentes, incluindo dificuldades sociais e emocionais, que contribuem para uma menor qualidade de vida”, acrescenta-se no documento da OMS.

É importante sublinhar que “a incidência de sequelas neurológicas é altamente variável, dependendo do agente patogénico causador, da região geográfica e da presença de comorbidades”.

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Segundo o texto do SNS 24, a meningite tanto pode evoluir para uma “recuperação sem sequelas”, como pode não haver uma recuperação total e o doente apresentar sequelas, como, “nos casos mais graves em que a doença evolui rapidamente, pode provocar a morte em poucas horas”.

Quem corre maior risco de ter meningite? Como prevenir?

Qualquer pessoa pode ter meningite, mas a forma mais grave da doença – a meningite bacteriana – é mais comum em: “bebés, por não terem ainda a imunização (vacinas) completas”, “pessoas imunodeprimidas”; profissionais de saúde envolvidos no tratamento da infeção; e “viajantes ou habitantes em locais de surto” (ver aqui, aqui e aqui).

A principal forma de prevenção da meningite é a vacinação. No site da OMS explica-se que “há muitos anos que estão disponíveis vacinas autorizadas contra as doenças causadas pelo meningococo, pelo pneumococo e pelo Haemophilus influenzae”, as principais bactérias responsáveis pela meningite grave.

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Em Portugal, o Programa Nacional de Vacinação (PNV) inclui a proteção contra os tipos mais graves de meningite.

Além disso, refere-se no site do SNS 24, “limitar o contacto com doentes com a mesma doença”, “manter uma alimentação e estilo de vida saudáveis”, fazer uma higiene adequada das mãos e ter uma boa “etiqueta respiratória” são medidas que ajudam na prevenção da meningite.

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Neurologia

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Cérebro | Meningite

1 Jun 2026 - 08:15

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