A doença de Parkinson pode causar pressão arterial baixa?
A pressão arterial elevada (hipertensão) é um problema de saúde grave que, se não for tratado, aumenta o risco cardiovascular, pode causar danos nos rins e até morte prematura. Já a pressão arterial baixa (hipotensão) não é tão grave para a saúde, mas, quando se registam valores muito baixos, podem surgir outros problemas ou até podem indicar a presença de uma patologia associada. É verdade que a doença de Parkinson pode causar pressão arterial baixa?
Confirma-se que a doença de Parkinson pode causar pressão arterial baixa?
Sim, a doença de Parkinson pode provocar hipotensão – pressão arterial baixa (ver aqui, aqui, aqui e aqui).
Tal como se explica num texto da Parkinson’s Foundation, uma organização norte-americana, a doença de Parkinson “não afeta apenas os movimentos, mas também o sistema nervoso autónomo, que controla e regula muitas funções corporais automáticas”, como a respiração, a digestão, a temperatura corporal e a pressão arterial.
Quando nos levantamos de uma cadeira ou de uma cama, a pressão arterial “cai”. Para que a pressão arterial fique sob controlo, “o sistema nervoso liberta uma substância química chamada norepinefrina, que faz com que os nossos vasos sanguíneos se contraiam, enviando sangue das pernas e do tronco para o cérebro, o ‘centro de controlo’ do corpo”.
Acontece que é comum as pessoas com doença de Parkinson terem quantidades baixas de norepinefrina e, devido a este défice, “a pressão arterial pode não voltar ao normal imediatamente após ficar de pé, resultando em fadiga, tonturas ou mesmo desmaios”.
Este tipo de pressão arterial baixa, causada por uma mudança de posição, chama-se hipotensão ortostática.
Além da própria doença, os medicamentos utilizados no tratamento do Parkinson também podem contribuir para a hipotensão ortostática.
Como se trata a pressão arterial baixa?
Regra geral, ter uma pressão arterial baixa não é prejudicial para a saúde. Mas quando se verifica um quadro de hipotensão, em que se regista uma pressão inferior a 90/60 mm Hg, que é associado a outros sintomas, pode ser necessário um acompanhamento médico.
Segundo um texto da American Heart Association, os sintomas a ter em conta neste contexto são: “confusão”, “tonturas”, “náuseas”, “desmaios”, “fadiga”, “dor no pescoço ou nas costas”, “dor de cabeça”, “visão turva” e “palpitações cardíacas ou sensação de que o coração está a falhar, a bater muito forte ou muito rápido”.
Em muitos casos, “as mudanças simples no estilo de vida podem reduzir os sintomas” da hipotensão e até “o risco de complicações que ocorrem como resultado da pressão arterial baixa”, sublinha-se num texto da Heart Foundation.
Em primeiro lugar, é importante conversar com um médico sobre os medicamentos que está a tomar para se perceber se algumas mudanças nesse sentido podem ajudar.
Depois, deve-se ter alguns cuidados na movimentação. “Levante-se e abaixe-se lentamente ao mudar de posição”, “depois de se deitar, sente-se lentamente na beira da cama ou sofá com os pés no chão” e “aguarde um pouco antes de se levantar”, recomenda-se no mesmo texto.
Beber mais líquidos, evitar banhos muito quentes, saunas e piscinas termais são medidas que podem ajudar neste contexto.
Também é possível que o médico recomende utilizar “roupas de compressão para melhorar o fluxo sanguíneo nas pernas”, refere-se.
Se os sintomas associados à hipotensão “forem particularmente incómodos, podem ser-lhe prescritos medicamentos para a pressão arterial baixa”, acrescenta-se (ver também aqui e aqui).
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