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Vai viajar de carro neste Natal? 7 cuidados a ter

23 Dez 2025 - 08:05

Vai viajar de carro neste Natal? 7 cuidados a ter

Para muitas pessoas, o Natal é a oportunidade perfeita para reunir a família e os amigos. Mas, por vezes, isso implica fazer longas viagens de carro. Também é por isso que, nesta altura do ano, há um risco acrescido de acidentes rodoviários. Como planear a viagem? É necessário fazer paragens para descansar?

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Neste artigo, expomos sete cuidados a ter antes e durante as viagens de carro no Natal.

1 – Planeie a viagem

Antes de partir, é fundamental planear a viagem com cuidado. Deve programar o itinerário com cuidado e “reservar tempo suficiente para a viagem”, aconselha-se num texto da Organização Nacional de Normas de Informação dos Estados Unidos (NISO, na sigla inglesa).

Além disso, “evite viagens desnecessárias se o tempo estiver mau e verifique as previsões meteorológicas antes de sair”.

Também é uma boa ideia informar os anfitriões da celebração sobre o trajeto que se vai fazer e a hora prevista de chegada.

2 – Verifique o estado do carro antes de viajar

Ainda antes de viajar, deve-se perceber se o carro está apto para fazer a viagem em segurança. 

No texto da NISO sugere-se verificar: a pressão dos pneus; o nível do óleo, do combustível e da água; o estado de limpeza dos vidros; se o limpa para-brisas está a funcionar bem; e se tem no carro o triângulo de sinalização e um kit de primeiros socorros.

3 – Utilize sempre o cinto de segurança

Durante a viagem, “utilize sempre o cinto de segurança”, sublinha a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), num documento. “Esta regra aplica-se quer ao condutor, quer aos restantes passageiros do veículo”, acrescenta.

É importante não esquecer que o transporte de crianças com menos de 12 anos e menos de 1,35 m de altura deve ser feito em “cadeirinhas ou bancos elevatórios adaptados ao seu tamanho e peso”.

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4 – Respeite o código da estrada

Tal como deve ser feito em qualquer circunstância em que se conduz, deve-se respeitar “rigorosamente o código da estrada e as normas de segurança rodoviária”, refere a ANSR.

Um dos fatores mais importantes é o respeito pelos limites de velocidade. “Quanto mais rápido conduzimos, menos tempo dispomos para imobilizar o veículo, quando algo inesperado acontece”, sublinha-se noutro documento da ANSR.

É por este motivo que também é fundamental “manter a distância de segurança”, ou seja, “a distância total percorrida pelo veículo, desde que o condutor se apercebe do perigo até que consegue imobilizá-lo, evitando a colisão”. 

No mesmo sentido, só deve ultrapassar quando for necessário e apenas quanto tiver as condições necessárias para o fazer em segurança (ver também aqui).

O não respeito pela regra de cedência de passagem também acarreta riscos, nomeadamente contribuir para a ocorrência de acidentes rodoviários.

Além disso, é essencial que “nunca utilize o telemóvel enquanto estiver ao volante”, sublinha a ANSR.

5 – Tenha atenção às condições climatéricas

As condições climatéricas na altura do Natal podem representar um risco em viagens de carros. Por isso, nestas circunstâncias, é preciso ter cuidados extra.

Num documento da ANSR sobre a condução em condições climatéricas adversas, explica-se que, nestas circunstâncias, “o condutor deve evitar a realização de manobras desnecessárias, sobretudo da manobra de ultrapassagem e reforçar a adoção de uma condução defensiva, adaptando a sua condução, particularmente, à redução da visibilidade e da aderência ao piso”.

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Por exemplo, em caso de água na estrada, deve-se passar sobre as poças muito devagar, “pois o choque com a água pode desequilibrar o veículo e provocar uma derrapagem”. 

A água, os pneus em más condições e a velocidade elevada “podem causar a aquaplanagem”, situação em que há a “perda total do contacto dos pneus com o piso”, fazendo com que o condutor “perca o controlo sobre a direção e, consequentemente, sobre a trajetória do veículo”, esclarece-se no mesmo documento. Nesta situação, é importante não fazer manobras bruscas.

Em caso de nevoeiro, a ANSR recomenda que se evite fazer ultrapassagens, porque “a falta de visibilidade torna a manobra muito difícil e arriscada”. 

Com neve e, sobretudo, com gelo (ou geada), “a aderência dos pneus ao piso é quase nula e o veículo facilmente pode patinar, tornando-se difícil controlá-lo”. Para reduzir este risco, “coloque as correntes regulamentares nos pneus”, circule devagar, não faça travagens ou acelerações bruscas e manobre o volante com suavidade.

Quando há rajadas de vento ou vento forte há o risco de se perder o controlo da direção e da trajetória do veículo, sendo que o risco aumenta “quanto mais elevada for a velocidade”, sublinha a ANSR.  

“Para compensar este efeito, o condutor deve reduzir a velocidade e virar o volante para o lado de onde sopra o vento, não esquecendo que ao entrar numa zona mais abrigada é necessário retomar a posição normal do volante”, explica.

Quando viaja com condições meteorológicas adversas, além de ser necessário ter cuidados extra, “sintonize as rádios nacionais e/ou locais para obter informações sobre o estado do tempo e das condições do tráfego nas vias”, aconselha.

6 – Faça paragens em viagens muito longas

Fazer paragens para descansar em viagens longas é essencial para garantir a segurança. Nesse sentido, num comunicado da ANSR, recomenda-se “iniciar a viagem depois de repouso”, “não conduzir mais de 8 horas por dia”, e “fazer pausas de 10 a 15 minutos, a cada 2 horas”. À noite, é importante “aumentar a frequência das pausas”, acrescenta-se.

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A fadiga põe em risco a segurança na condução, porque diminui as capacidades percetivas, cognitivas e motoras. 

Segundo outro documento da ANSR, entre outras coisas, a fadiga pode causar: “perda de vigilância em relação ao meio envolvente”; “aumento do tempo de reação”; “lentificação da resposta reflexa”; “diminuição da capacidade de decisão”; “perturbações na visão”; e “dificuldade em manter a trajetória do veículo”.

7 – Se beber, não conduza

“O consumo de álcool diminui o campo visual, atrasa a capacidade de decidir e de reagir atempadamente e descoordena os movimentos”, sublinha a ANSR. Por isso, se beber, não conduza.

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Os dados disponíveis mostram que “com uma taxa de álcool no sangue de 0,5g/l, o risco de sofrer um acidente grave ou mortal duplica”.

“Se suspeitar que alguém vai conduzir depois de beber álcool, incentive-o a apanhar um táxi, pedir boleia a um amigo sóbrio ou passar a noite na sua casa”, recomenda-se no texto da NISO.

Também é importante ter atenção ao “efeito da manhã seguinte”, já que “o álcool ainda pode afetar o desempenho no dia seguinte ao consumo”, acrescenta-se.

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23 Dez 2025 - 08:05

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