Vacinas tetravalentes contra a gripe não estão disponíveis. Mas farmácias vão aceitar receitas na mesma
Entre julho e meados de setembro, estiveram disponíveis vacinas contra a gripe tetravalentes (para quatro estirpes) e trivalentes (para três estirpes). Mas na época de vacinação, que começou no passado dia 23 de setembro, estão a ser comercializadas apenas vacinas trivalentes. No entanto, numa nota, o Infarmed informa que as receitas para vacinas tetravalentes “devem ser aceites, dispensando-se as vacinas trivalentes atualmente disponíveis”.
Isto serve “para evitar que os doentes se tenham de dirigir novamente ao médico para emissão de novas receitas”, simplificando o processo.
A gripe é uma doença muito comum, que ocorre geralmente nos meses de inverno. De acordo com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), “em Portugal, nos anos recentes, tem-se verificado que a maior atividade gripal ocorre nos meses de outono e inverno (entre outubro e abril), sendo o pico registado entre novembro e fevereiro”.
Habitualmente é uma doença de curta duração, a recuperação completa demora entre uma a duas semanas. Mas nos grupos de risco, como pessoas com doenças crónicas ou idosos, não só a recuperação pode demorar mais, como é possível que surjam complicações como “pneumonia ou descompensação da doença de base (asma, diabetes, doença cardíaca, pulmonar, cancro)”.
Também por isso é importante tomar a vacina, a forma mais eficaz de prevenir esta doença, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Os vírus da gripe estão em constante alteração e a imunidade provocada pela vacina não é duradoura. Por este motivo, as pessoas com indicação devem vacinar-se todos os anos”, lê-se no site do SNS.
A campanha de vacinação contra a gripe começou no final de setembro e, até ao Natal, a Direção-Geral da Saúde prevê que 2,5 milhões de pessoas recebam a vacina.
A principal novidade deste ano é o alargamento da gratuitidade da vacina da gripe às crianças entre os seis e os 23 meses — “esta faixa etária apresenta taxas de hospitalização e de cuidados intensivos equiparáveis às registadas entre pessoas mais idosas”, justificou a DGS no início de setembro.
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