Campanha de vacinação contra a gripe e a Covid-19 arranca esta terça-feira
Começa esta terça-feira, 23, a campanha de vacinação sazonal contra a gripe e a COVID-19, em unidades do SNS e em mais de 2500 farmácias comunitárias. Até ao Natal, a Direção-Geral da Saúde prevê que 2,5 milhões de pessoas recebam a vacina contra a gripe e 1,5 milhões sejam vacinadas contra a COVID-19, numa operação que se prolongará até 30 de abril de 2026. “Vacine-se e proteja os momentos mais importantes” é o lema da campanha.
A principal novidade deste ano é o alargamento da gratuitidade da vacina da gripe às crianças entre os seis e os 23 meses — “esta faixa etária apresenta taxas de hospitalização e de cuidados intensivos equiparáveis às registadas entre pessoas mais idosas”, justificou a DGS no início do mês.
A autoridade de saúde também recomenda a vacinação de crianças entre os dois e os cinco anos. Para esta faixa etária, a vacinação não é gratuita, mas é comparticipada.
A vacinação é recomendada também para quem tem 60 ou mais anos, doentes crónicos, grávidas, profissionais de saúde e cuidadores, bem como pessoas institucionalizadas ou a receber cuidados domiciliários. Aos mais velhos — a partir dos 85 anos — será administrada uma vacina de dose reforçada contra a gripe, que confere proteção extra.
“Ouvimos muitas vezes dizer que apesar de tomar a vacina se ficou doente. É importante frisar que o que estamos a prevenir são as complicações graves destas doenças, que resultam muitas vezes em hospitalizações e mortalidade nesta altura do ano”, diz Ema Paulino, presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), citada num comunicado.
É também por isso importante ser vacinado todos os anos, como se lê no site do Serviço Nacional de Saúde (SNS): “Esta vacina está adaptada de forma a proteger contra as estirpes atualmente em circulação”.
“Sabemos que existem correntes que geram hesitação vacinal, especialmente no caso da COVID-19, mas o que nos diz a evidência científica e clínica é que foram as vacinas que nos permitiram sair do confinamento e puseram um travão na mortalidade excessiva”, continua a presidente da ANF.
Só se deve adiar a vacina de Covid-19, caso se tenha tido a doença nos últimos meses. “Deve ser respeitado um intervalo de quatro a seis meses” entre o diagnóstico e a dose de reforço sazonal, segundo o SNS.
Também deve adiar a toma da vacina quem tenha “doença grave, com ou sem febre”, até recuperar para evitar sobreposição dos sintomas da doença com eventuais efeitos adversos à vacinação. Mas “a presença de uma infeção ligeira e/ou febre baixa não deve causar o adiamento da vacinação”.
Todos os utentes elegíveis devem receber uma SMS a sensibilizar para o processo de avaliação. Quem pode ser vacinado na farmácia — pessoas entre os 60 e 84 anos, sem registo de reação adversa grave ou hipersensibilidade a nenhuma das vacinas de mRNA e profissionais de saúde das farmácias — pode marcar através da plataforma de agendamento das farmácias portuguesas.
As restantes pessoas que cumprem critérios de elegibilidade serão vacinadas no centro de saúde. Se não forem contactadas por um profissional, devem recorrer à unidade de saúde para agendar diretamente a vacinação.