São gratuitas? Perguntas e respostas sobre as vacinas contra o HPV
O Vírus do Papiloma Humano (HPV) é o nome dado a um grupo de cerca de 200 vírus que, na sua maioria, não causam problemas de saúde graves. No entanto, tal como sublinha a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infeção causada por alguns subtipos de alto risco “é comum” e pode causar problemas como “verrugas genitais” ou até “cancro”.
Estima-se que, em 2019, o HPV tenha causado, em todo o mundo, 620 mil casos de cancro em mulheres e 70 mil em homens. Nesse sentido, sublinha a OMS, é fundamental apostar na vacinação como forma de prevenção.
Para que servem as diferentes vacinas contra o HPV?
O objetivo das vacinas contra o HPV é proteger contra a infeção pelos subtipos de vírus do papiloma humano que estão mais frequentemente associados ao desenvolvimento de lesões pré-cancerígenas e cancros.
Existem três tipos de vacinas (a bivalente, a tetravalente e a nonavalente) que se distinguem pelo número de subtipos de HPV contra os quais conferem proteção.
A vacina bivalente protege contra os subtipos 16 e 18, principais responsáveis pelo cancro do colo do útero. Já a tetravalente protege contra os subtipos 6, 11, 16 e 18. Por fim, a nonavalente confere proteção contra nove subtipos: 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58.
Quem tem direito à vacinação gratuita?
Em Portugal, a vacina contra o HPV faz parte do Programa Nacional de Vacinação, estando recomendada “para administração aos 10 anos de idade, aplicável para raparigas, num esquema de duas doses”.
Até 2020, a vacina só era gratuita para as raparigas, mas, desde outubro desse ano, os rapazes nascidos a partir de 2009 passaram a poder “fazer a vacina gratuitamente, no âmbito do Programa Nacional de Vacinação, também aos 10 anos de idade”.
Recentemente, a Diretora-Geral da Saúde anunciou que, a partir de 2026, a vacinação contra o HPV será alargada aos jovens até aos 26 anos.
As vacinas contra o HPV têm efeitos secundários e complicações graves?
Embora existam vários mitos relacionados com as consequência da vacinação contra o HPV, nomeadamente a ideia errada de que a vacina causa infertilidade, não existem, regra geral, efeitos secundários nem complicações graves associados à toma da vacina contra o HPV.
A Organização Mundial de Saúde lembra que “vacina não contém nenhum vírus ativo ou DNA do vírus, portanto, não pode causar cancro ou outras doenças relacionadas com o HPV”.
“A vacina contra o HPV não é usada para tratar infecções ou doenças causadas pelo HPV, mas sim para prevenir o desenvolvimento de cancros”, sublinha a OMS.
A vacinação é a única medida de proteção contra os problemas causados pelo HPV?
A vacinação é uma medida preventiva importante, mas não é a única. A OMS recomenda, por exemplo, “o rastreio de lesões pré-cancerosas do colo do útero, que, se diagnosticadas e tratadas, também previnem o cancro do colo do útero”.
O uso de preservativos também reduz o risco de transmissão do HPV, embora não o elimine completamente, porque o vírus pode infectar áreas não cobertas pelo preservativo.
O acesso à informação e aos serviços também são fundamentais para a prevenção e o controlo do HPV ao longo da vida.
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