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OMS reforça: paracetamol na gravidez não tem ligação comprovada com autismo

24 Set 2025 - 01:03

OMS reforça: paracetamol na gravidez não tem ligação comprovada com autismo

A Organização Mundial da Saúde emitiu, esta quarta-feira, um comunicado a destacar que “não há evidências científicas conclusivas que confirmem uma possível ligação entre o autismo e o uso de acetaminofeno (também conhecido como paracetamol) durante a gravidez”.

Este comunicado surge depois de, na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, ter sugerido que existe uma ligação entre a toma de Tylenol (nome comercial do paracetamol nos EUA) na gravidez e o aumento do número de casos de autismo registados nos últimos anos.

No esclarecimento publicado pela OMS, sublinha-se que, “embora a consciencialização e o diagnóstico tenham melhorado nos últimos anos, as causas exatas do autismo ainda não foram estabelecidas, e acredita-se que vários fatores possam estar envolvidos”.

A OMS adianta que, nos últimos anos, “foram realizadas investigações extensas, incluindo estudos em grande escala, para investigar as ligações entre o uso de paracetamol durante a gravidez e o autismo”. No entanto, “até o momento, nenhuma associação consistente foi estabelecida”.

Nesse sentido, a OMS recomenda que “todas as mulheres continuem a seguir as orientações dos seus médicos ou profissionais de saúde, que podem ajudar a avaliar as circunstâncias individuais e recomendar os medicamentos necessários”. 

“Qualquer medicamento deve ser usado com cautela durante a gravidez, especialmente nos primeiros três meses, e de acordo com as orientações dos profissionais de saúde”, aponta a OMS.

Também o Infarmed, a agência do medicamento em Portugal, já tinha emitido, na terça-feira, um comunicado a reforçar que o “uso de paracetamol durante a gravidez mantém-se inalterado na União Europeia (UE)”.

Segundo a informação disponível no site do Infarmed, “o paracetamol (também conhecido como acetaminofeno) pode ser utilizado para reduzir a dor ou a febre durante a gravidez, se clinicamente necessário” e, “atualmente, não existem novas evidências que justifiquem alterações às recomendações da UE relativamente ao seu uso”.

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