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“A principal causa de morte evitável”: O que é a sépsis? Quem corre maior risco?

27 Abr 2025 - 08:00

“A principal causa de morte evitável”: O que é a sépsis? Quem corre maior risco?

O cantor Nuno Guerreiro morreu na semana passada, aos 52 anos. A causa de morte do vocalista dos Ala dos Namorados terá sido uma sépsis (ou septicemia), uma emergência médica potencialmente fatal que se traduz numa inflamação generalizada do organismo à infeção de um órgão.

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De acordo com os dados do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a sépsis “é responsável por cerca de 11 milhões de mortes por ano, sendo a principal causa de morte evitável em todo o mundo”. O que é a sépsis? Quem corre maior risco? É possível prevenir uma sépsis?

Neste artigo do Viral, esclarecemos cinco questões sobre a sépsis.

O que é a sépsis?

Tal como se explica no site do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), “a sépsis é uma reação inflamatória generalizada do organismo” como resposta a uma infeção de qualquer órgão.

A sépsis é uma emergência médica com risco de vida. A reação do corpo “provoca danos nos seus próprios tecidos e órgãos”, o que pode levar a um choque séptico, “falência múltipla de órgãos e, por vezes, à morte”, sobretudo “se não for reconhecida precocemente e tratada de imediato”, explica-se num texto informativo da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Quais os sintomas?

A sépsis pode causar sinais e sintomas diferentes, dependendo do momento e da pessoa. Segundo a OMS, os sintomas mais comuns são: “febre ou temperatura baixa e tremores”; “confusão”; “dificuldade em respirar”; “pele pegajosa e suada”; “dor ou desconforto corporal extremo”; “ritmo cardíaco elevado, pulso fraco ou tensão arterial baixa”; e “baixo fluxo urinário”.

Nas crianças, sobretudo, pode verificar-se “respiração rápida”, “convulsões”, “pele pálida”, “letargia”, “dificuldade em acordar” e “sensação de frio ao tato”, lê-se no texto da OMS.

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Nas crianças com menos de cinco anos pode observar-se também “vómitos frequentes”, “falta de urina” e “dificuldade em comer”.

Quem corre um maior risco de ter uma sépsis?

Qualquer pessoa pode desenvolver uma sépsis, mas há pessoas que correm maior risco. Segundo um texto dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla inglesa), a idade é um fator importante. “Adultos com 65 anos ou mais” e “crianças com menos de um ano” correm um maior risco de sépsis.

Além disso, “mulheres grávidas ou no pós-parto” têm também uma maior probabilidade.

Por outro lado, “pessoas com doença grave recente”, submetidas a “cirurgia”, hospitalizadas, com um sistema imunitário enfraquecido ou que sobreviveram a uma sépsis estão em maior risco.

Doenças crónicas, como diabetes, doença pulmonar, cancro e doença renal” também são fatores de risco para uma sépsis.

Uma pessoa com cancro que seja submetida a alguns tipos de quimioterapia corre um risco particularmente elevado de sépsis. Em causa está o facto de a quimioterapia também matar “os glóbulos brancos que combatem as infeções”, refere-se no mesmo texto dos CDC.

O tratamento para a sépsis é eficaz?

Quanto mais rápido for iniciado o tratamento da sépsis, mais eficaz será (ver aqui, aqui e aqui). 

Segundo um texto do MedlinePlus (um site de informação sobre saúde que pertence aos Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos), por norma, o tratamento traduz-se na utilização de antibióticos, na “manutenção do fluxo sanguíneo para os órgãos” (pode implicar a administração de oxigénio e fluidos intravenosos) e no “tratamento da origem da infeção”.

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Caso seja necessário, são ainda administrados “medicamentos para aumentar a tensão arterial”. 

Em casos graves, pode ser preciso fazer “diálise renal ou um tubo de respiração” e “algumas pessoas precisam de cirurgia para remover o tecido danificado pela infeção”, acrescenta-se.

Em Portugal, está implementado, em todos os Serviços de Urgência do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a Via Verde Sépsis, “um protocolo de identificação rápida e início imediato de medidas terapêuticas a todos os doentes com sépsis” (ver aqui e aqui). 

Trata-se de um protocolo cujo “objetivo passa por identificar mais precocemente doentes com suspeita de sépsis e proceder à sua estabilização inicial e encaminhamento para os centros de tratamento”.

É possível prevenir uma sépsis?

Não é possível prevenir na totalidade a ocorrência de uma sépsis. “A melhor forma de reduzir o risco de sépsis é evitar infeções”, salienta-se no texto da OMS.

Nesse sentido, recomenda-se ter “uma boa higiene pessoal, como lavar as mãos e preparar os alimentos com segurança”, “evitar água suja ou casas de banho não higiénicas” e “adotar uma dieta saudável”, refere-se no mesmo texto.

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Também é importante “cuidar bem de doenças crónicas, como diabetes, doença pulmonar, cancro e doença renal” e “tomar as vacinas recomendadas”, já que “as vacinas podem prevenir ou reduzir a gravidade de algumas infeções que podem levar à sépsis”, explica-se noutro texto dos CDC.

27 Abr 2025 - 08:00

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