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Mergulhos na praia e na piscina: Cuidados a ter e o que fazer em caso de acidente

8 Jun 2025 - 08:24

Mergulhos na praia e na piscina: Cuidados a ter e o que fazer em caso de acidente

A chegada do calor leva muitas pessoas às praias e às piscinas. Apesar de todos os anos circularem alertas sobre a importância de se ter os devidos cuidados para evitar afogamentos e lesões causadas por mergulhos, continuam a registar-se acidentes neste contexto durante o verão. Neste artigo do Viral, explicamos a importância de mergulhar com precaução, quais os cuidados a ter ao mergulhar e o que fazer em caso de acidente.

Por que razão é tão importante mergulhar com cuidado?

Os acidentes causados por mergulhos de cabeça são uma das principais causas de lesões na coluna vertebral, sobretudo em locais com baixa profundidade (ver aqui e aqui).

Não ter os devidos cuidados ao mergulhar pode ter dois desfechos principais: “um traumatismo craniano e lesões vertebro-medulares”, como “situações de perda de controle e sensibilidade das pernas (paraplegia) e de perda dos movimentos do tronco, pernas e braços (tetraplegia)”, alerta-se num texto do balcão digital do Serviço Nacional de Saúde (SNS 24).

Em casos mais graves, acrescenta-se, “a vítima pode mesmo morrer”.

A maior parte dos acidentes causados por mergulhos deve-se ao mau cálculo da profundidade da água onde se mergulha.

“As lesões em mergulho ocorrem, geralmente, quando a cabeça bate no solo, já que, após o impacto, o pescoço recebe o peso do corpo e produz uma flexão ou extensão, que pode originar uma fratura ou um deslocamento de uma vértebra cervical e resultar num trauma da medula espinal”, explica-se no mesmo texto.

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A gravidade da lesão varia de acordo com alguns fatores, como “o peso, a velocidade e, principalmente, a posição da cabeça e da coluna vertebral, durante o impacto”, refere-se.

Quais os cuidados a ter antes de mergulhar?

Segundo o SNS 24, não é necessário evitar por completo os mergulhos. No entanto, caso queira mergulhar, é essencial “confirmar se as condições de segurança estão reunidas” e “ter alguns cuidados essenciais”.

Antes de mergulhar, deve escolher um sítio adequado para tal. É importante estar “atento às placas de sinalização existentes” e manter-se “sempre em zona supervisionada”, aconselha-se no texto do SNS 24.

Além disso, tente perceber se existem “obstáculos à sua volta com que possa colidir”, como “rochas”, “pranchas” e “pessoas”. 

Também é importante saber a profundidade da água onde pretende mergulhar. Não mergulhe “em águas rasas”, ou seja, com uma profundidade inferior ao “dobro da sua altura”, sublinha-se no mesmo texto.

Não se deve mergulhar “em águas que não conhece ou de fraca visibilidade”, “em locais muito altos” ou “em zonas não iluminadas”.

Seja em que local for, não é recomendado mergulhar depois de beber álcool ou de consumir substâncias que afetem a função cognitiva e física (ver aqui e aqui).

Tal como se explica num texto da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS), “o álcool afeta não só a capacidade de discernimento, como também abranda os movimentos e prejudica a visão”.

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No momento do mergulho, deve colocar “as mãos à frente, para que a cabeça esteja protegida durante o mergulho”, mas, “em locais desconhecidos, mergulhe de ‘pés’”, recomenda-se no texto do SNS 24.

Em qualquer um dos casos, “evite mergulhar de costas ou em corrida”, porque, “quanto mais impulso der, mais fundo será o mergulho”, acrescenta-se.

Seja numa piscina ou na praia, nunca se deve mergulhar ao mesmo tempo que outra pessoa e, depois de mergulhar, é fundamental dar espaço “ao mergulhador seguinte”, refere-se no texto da AAOS.

O que fazer em caso de acidente?

“Os acidentes por mergulho podem acontecer em praias, piscinas ou outras zonas balneares, costeiras ou fluviais, mas são mais frequentes em piscinas do que no mar, sendo que a maioria dos acidentes ocorre durante atividades de lazer e não durante práticas desportivas”, explica-se no texto do SNS 24.

Depois de um mergulho, há alguns sinais que podem indicar que uma pessoa se magoou ou está em apuros. Num texto da Cruz Vermelha Americana, explica-se que, se a pessoa não estiver mexer-se dentro da água ou estiver “vertical na água, mas não conseguir deslocar-se ou caminhar na água, ou estiver “imóvel e com a cara na água virada para baixo”, pode ser necessário prestar ajuda.

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Caso presencie um acidente ou perceba que alguém está magoado depois de dar um mergulho, deve chamar um nadador-salvador (caso esteja numa zona vigiada) e ligar “para a linha 112 do INEM”, sublinha-se no texto do SNS 24.

Enquanto aguarda por ajuda profissional, “não deve mover a pessoa, uma vez que qualquer movimento numa coluna já danificada pode causar danos permanentes”.

8 Jun 2025 - 08:24

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