Março Azul: 3 factos sobre o cancro colorretal
O cancro colorretal é um dos tipos de cancro mais comuns no mundo, sendo particularmente frequente em pessoas com mais de 50 anos. Em março, durante a campanha Março Azul, reforça-se a importância da prevenção, do rastreio e da deteção precoce desta doença. Neste artigo, reunimos 5 factos sobre o cancro colorretal.
1 – Cancro colorretal é o terceiro mais comum no mundo e o segundo que mais mata
As estatísticas mais recentes sobre o cancro recolhidas pelo Global Cancer Observatory (GLOBOCAN) para o ano de 2022 indicam que o cancro colorretal é o terceiro mais comum em todo o mundo. Nesse ano, o número global de casos estimados era de 1.926.425.
Os mesmos dados mostram que o cancro colorretal terá sido também responsável por mais de 900 mil mortes por ano no mundo.
2 – O estilo de vida influencia o risco de desenvolver cancro colorretal
“Vários fatores relacionados com o estilo de vida contribuem para o desenvolvimento do cancro colorretal”, assinala-se no site da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Alguns dos hábitos citados pela OMS que podem aumentar o risco de desenvolver esta doença são: “o consumo elevado de carnes processadas e o consumo reduzido de frutas e legumes, um estilo de vida sedentário, a obesidade, o tabagismo e o consumo de álcool”.
Outros fatores de risco incluem: “histórico familiar e genética”, como histórico familiar de cancro colorretal ou de doenças hereditárias (por exemplo: a síndrome de Lynch ou a polipose adenomatosa familiar); “histórico pessoal”, como ter tido cancro colorretal anteriormente ou determinados tipos de pólipos; e “idade”, uma vez que o risco aumenta significativamente após os 50 anos, embora possa surgir em idades mais jovens.
3 – A deteção precoce aumenta significativamente a taxa de sobrevivência
De acordo com a OMS, “o prognóstico depende fortemente do estadio da doença no momento do diagnóstico, sendo a taxa de sobrevivência substancialmente mais elevada nos cancros detetados numa fase precoce”.
A Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro (IARC) reforça esta importância: “O rastreio do cancro colorretal tem como objetivo reduzir a mortalidade através da deteção precoce do cancro e da morbilidade associada à deteção do cancro numa fase mais avançada; pretende também reduzir a incidência – e a mortalidade – através da deteção e remoção de lesões pré-cancerosas”.
Segundo a IARC, a participação em programas organizados de rastreio permite identificar a doença antes de surgirem sintomas, aumentando significativamente a probabilidade de tratamento eficaz e sobrevivência.
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