Legionella detetada em Valongo. O que é, como se transmite e quais os riscos?
Foram detetados dois focos de legionella em equipamentos desportivos do concelho de Valongo: um no balneário masculino dos árbitros do Estádio de Sobrado e outro nos balneários do pavilhão da Escola D. António Ferreira Gomes, em Ermesinde.
Segundo o município, os espaços foram, entretanto, encerrados e submetidos a procedimentos de desinfeção. A reabertura dos balneários está dependente dos resultados de análises de controlo. Mas o que é a legionella? Como se transmite e que riscos pode representar para a saúde?
O que é a legionella?
A legionella, também conhecida como doença dos legionários, “é uma forma de pneumonia causada pela bactéria Legionella pneumophila e outras espécies da bactéria”, adianta-se num texto publicado no balcão digital do Serviço Nacional de Saúde (SNS 24).
Por norma, a doença desenvolve-se “2 a 10 dias após a exposição à água ou solo contaminado”, sendo que o período de incubação pode ir até aos 14 dias após a infeção.
Como se transmite?
A legionella pode ser encontrada em circuitos de água, nomeadamente em locais de formação de aerossóis, como, por exemplo, “torneiras ou chuveiros, fontes ornamentais, sistemas de rega, banhos turcos, jacuzzis e saunas, torres de arrefecimento de sistemas de ar condicionado e equipamentos de humidificação”, lê-se no texto do SNS 24.
As pessoas são infetadas quando respiram aerossóis (em forma de gotículas de água) contaminados com a bactéria, ou seja, através da inalação da bactéria legionella presente em aerossóis formados por partículas finas de água”. Assim sendo, esclarece a mesma fonte, “a legionella não entra no organismo através da ingestão de água”.
Regra geral, “não se contrai a doença” através de “outras pessoas com a infeção”, sublinha-se num texto partilhado no site do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla inglesa).
Segundo o SNS 24, até à data, “há apenas um caso descrito na literatura de possível transmissão de pessoa a pessoa”.
Quais os riscos?
Os sintomas da infeção por legionella são semelhantes aos da gripe. A doença manifesta-se, sobretudo, através de “dor de cabeça, tosse, febre, fadiga, falta de ar, dores musculares, diarreia e dor abdominal”, refere-se no site do SNS 24.
Em alguns casos, podem surgir complicações, como: insuficiência respiratória; abcessos pulmonares; infeção generalizada e danos noutros órgãos além dos pulmões; meningite e morte (ver também aqui). O risco de complicações aumenta em pessoas com mais de 50 anos, doentes crónicos e fumadores.
A infeção por legionella é diagnosticada “através da identificação de sintomas e realização de exames laboratoriais”.
Dependendo da gravidade, pode ser necessário que o doente seja internado. Segundo o NHS, é possível que o tratamento inclua a administração de antibióticos por via intravenosa e de oxigénio através de uma máscara ou de tubos no nariz. Em certos casos, o paciente pode precisar da ajuda de um aparelho para respirar.
Quando o doente já se sentir melhor, “poderá passar a tomar antibióticos em comprimidos em casa”. A maioria das pessoas recupera totalmente.
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