Labirintite: 5 perguntas e respostas sobre doença diagnosticada a Lula da Silva
O Presidente do Brasil, Lula da Silva, foi diagnosticado com labirintite, depois de se dirigir a um hospital de Brasília com queixas de tonturas. No dia do diagnóstico, o chefe de estado brasileiro foi aconselhado a voltar para casa e a ficar em repouso. Afinal, o que é a labirintite? Quais os sintomas? Como se trata?
Neste artigo do Viral, esclarecemos cinco questões sobre a condição diagnosticada a Lula da Silva.
O que é a labirintite?
A labirintite é uma doença inflamatória ou infecciosa que afeta o labirinto, uma estrutura do ouvido interno responsável pelo equilíbrio e pela audição (ver aqui, aqui, aqui e aqui).
Quando se tem labirintite, algumas partes do ouvido interno ficam irritadas e inchadas, o que pode levar à perda de equilíbrio e de audição.
Quais as possíveis causas?
Tal como se explica num texto do MedlinePlus (um site de informação sobre saúde que pertence aos Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos), “a labirintite é geralmente causada por um vírus e, por vezes, por bactérias”.
Uma constipação ou uma gripe também “podem desencadear a doença”. Com menos frequência, “uma infeção do ouvido pode levar à labirintite”, acrescenta-se.
Além disso, existem alguns fatores que aumentam o risco de desenvolver labirintite. São eles: “consumo de grandes quantidades de álcool”, “fadiga”, “histórico de alergias”, “fumar”, “stress” e “utilização de determinados medicamentos”, lê-se no mesmo texto.
Quais os sintomas de labirintite?
Segundo um texto da Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (AAO-HNS, na sigla inglesa), os sintomas mais comuns de labirintite são “perda de audição” (sobretudo “na gama de frequências altas”), “desequilíbrio e instabilidade”, e “vertigens” ou “sensação de estar a girar quando se está parado”.
Também é frequente uma pessoa com labirintite ter uma “sensação de zumbido no ouvido”, uma menor “capacidade de compreender a fala”, uma contração involuntária e repetida dos olhos, bem como “náuseas e vómitos”.
Num texto do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla inglesa) explica-se ainda que “os sintomas podem começar de repente”. É comum estarem presentes ao acordar e piorarem ao longo do dia.
Esta condição pode ser confundida com outras?
No site do Instituto Nacional de Surdez e outras Perturbações da Comunicação dos Estados Unidos (NIDCD, na sigla inglesa) refere-se que “existem mais de uma dúzia de perturbações diferentes do equilíbrio”.
Algumas das mais comuns são a vertigem postural paroxística benigna (VPPB), a labirintite, a doença de Ménière e a nevrite vestibular (saiba mais sobre estas condições aqui).
A labirintite e a nevrite vestibular são problemas parecidos, por isso, podem ser confundidos. No entanto, há questões importantes que distinguem estas duas condições.
No texto do NHS esclarece-se que a labirintite e a nevrite vestibular afetam “diferentes partes do ouvido interno, que são necessárias para o equilíbrio”.
Enquanto “a labirintite é a inflamação do labirinto”, a nevrite vestibular “é a inflamação do nervo vestibular – o nervo do ouvido interno que envia mensagens para o cérebro”, aponta-se.
Apesar de os sintomas serem semelhantes, “se a audição for afetada, a causa é a labirintite”. Isto porque a nevrite vestibular não afeta a audição.
Como se trata a labirintite?
O mais comum é a labirintite desaparecer, por si só, ao fim de poucas semanas (ver aqui, aqui e aqui). Por isso, o tratamento incide sobretudo no controlo dos sintomas, como as vertigens.
Alguns dos medicamentos que podem ajudar são “anti-histamínicos”, “medicamentos para controlar as náuseas e os vómitos”, “sedativos”, “medicamentos antivirais”, “corticoides” e “medicamentos para aliviar as tonturas”, refere-se no texto do MedlinePlus.
Além disso, acrescenta-se, “a fisioterapia centrada no equilíbrio pode ser útil para algumas pessoas”.
Por norma, os médicos também fazem algumas recomendações que podem ajudar a controlar as vertigens durante a recuperação.
É essencial “descansar” e “evitar movimentos bruscos ou mudanças de posição”. Em momentos de crise, deve-se “evitar luzes brilhantes, televisão e leitura”.
Uma semana após o desaparecimento dos sintomas recomenda-se ter ainda alguns cuidados. É importante evitar atividades que podem ser perigosas caso ocorra uma tontura súbita, como “conduzir”, “operar maquinaria pesada” e fazer “escalada”, sublinha-se.