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Hantavírus: Como se transmitem? Passam de pessoa para pessoa?

12 Mai 2026 - 11:05

Hantavírus: Como se transmitem? Passam de pessoa para pessoa?

O surto de hantavírus num navio de cruzeiro no Atlântico está a gerar preocupação nas redes sociais. A inquietação tem sido, em muitos casos, alimentada pela desinformação partilhada online. Em alguns posts, sugere-se a possibilidade de uma pandemia semelhante à causada pela Covid-19, porque, supostamente, estes vírus têm a capacidade de se transmitir de pessoa para pessoa. Será assim? Como se transmitem os hantavírus?

Como são transmitidos os hantavírus?

Os hantavírus são um grupo de vírus transmitidos sobretudo por roedores, que, tal como se explica no site dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla inglesa), podem causar infeções graves em humanos e até levar à morte.

A infeção por hantavírus é contraída principalmente “através do contacto com a urina, as fezes ou a saliva de roedores infetados, ou ao tocar em superfícies contaminadas”, explica-se num texto da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Por norma, a exposição ocorre “durante atividades como a limpeza de edifícios com infestações de roedores, embora também possa ocorrer durante atividades de rotina em áreas fortemente infestadas”. 

Segundo a OMS, “os casos humanos são mais frequentemente registados em ambientes rurais, como florestas, campos e quintas, onde os roedores estão presentes e as oportunidades de exposição são maiores”.

O hantavírus responsável pelo surto num navio de cruzeiro no Atlântico é o Andes, “a única espécie conhecida por ser capaz de transmissão limitada entre seres humanos”, explica-se noutro texto da OMS.

Importa sublinhar que “essa transmissão é considerada rara e requer normalmente contacto próximo ou prolongado com uma pessoa infetada”, sublinha-se na secção de perguntas e respostas sobre este surto de hantavírus, no site do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, na sigla inglesa).

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Até à data, foram notificados oito casos, incluindo três mortes (ver aqui). Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “embora se trate de um incidente grave, a OMS avalia o risco para a saúde pública como sendo baixo”.

Dado o período de incubação, “é possível que venham a ser notificados mais casos”, acrescentava o líder da OMS.

As principais complicações dos hantavírus são a Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS) e a Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (HFRS), ambas potencialmente fatais.

No site do ECDC explica-se que o vírus Andes, responsável por este surto, “é um hantavírus encontrado principalmente na América do Sul” que pode provocar HPS.

Esta síndrome afeta sobretudo os pulmões e, segundo os CDC, os sintomas “geralmente começam uma a oito semanas após o contacto com um roedor infetado” e incluem febre, fadiga e dores musculares

Numa fase mais avançada, pode surgir tosse e dificuldade em respirar, devido à acumulação de líquido nos pulmões. “Cerca de 38% das pessoas que desenvolvem sintomas respiratórios podem morrer da doença”, sublinha-se.

De modo geral, refere o ECDC, “o hantavírus pode ser muito perigoso para a pessoa que adoece, mas não representa o mesmo risco de surto generalizado que a Covid-19”.

Isto porque, ao contrário da Covid-19, o Andes não se transmite com facilidade entre pessoas. “A transmissão entre humanos é rara e requer contacto próximo e prolongado, frequentemente em ambientes fechados”, salienta. 

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Além disso, “o reservatório natural do vírus, constituído por roedores, não está presente na Europa, tornando improvável uma propagação sustentada na comunidade”.

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Virologia

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Hantavírus

12 Mai 2026 - 11:05

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