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Provoca sempre dores? Como saber se tenho hipertensão arterial

17 Mai 2024 - 09:48

Provoca sempre dores? Como saber se tenho hipertensão arterial

Disfunção erétil, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral são algumas das possíveis consequências da hipertensão arterial, uma doença que, na maioria dos casos, não provoca sintomas, mas cuja deteção precoce é fundamental para prevenir complicações graves. 

No Dia Mundial da Hipertensão Arterial, a especialista em Medicina Interna e secretária-geral da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, Heloísa Ribeiro, explica como se faz o diagnóstico de hipertensão e quais os sinais a estar atento.

“A hipertensão arterial é uma doença silenciosa”

A hipertensão arterial pode ser um fator de risco para vários problemas de saúde, mas é também uma doença em si mesma, começa por sublinhar Heloísa Ribeiro.

Por isso, defende, as pessoas não devem desvalorizar valores de pressão arterial elevados, mesmo que se sintam bem e não tenham qualquer outro sintoma.

“É importante termos em mente que, se temos um valor alto numa medição, devemos ter atenção, voltar a medir, e verificar se temos ou não hipertensão”, sustenta.

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Até porque, lembra a médica, “a hipertensão arterial é uma doença silenciosa”, ou seja, “quando dá sintomas, na maior parte das vezes, quer dizer que já há dano de órgãos”.

Ainda assim, é importante estar atento a possíveis sintomas como, por exemplo, uma “dor de cabeça com sinais de alarme”. Isto é, “uma dor diferente da que é habitual, dor com alteração da visão ou com outro défice neurológico, dor com náuseas ou com vómitos intensos”.

Como se diagnostica a hipertensão?

Segundo Heloísa Ribeiro, é diagnosticada hipertensão quando os valores de pressão arterial são medidos, em mais do que uma avaliação, e se verifica que estão acima do intervalo de valores considerado normal.

Quando a pressão é medida no consultório, explica, “falamos de hipertensão, quando temos valores superiores a 140/90 mmHg (milímetros de mercúrio) em pelo menos duas a três consultas com uma a quatro semanas de intervalo entre elas”. Ou seja, quando a pressão sistólica (conhecida como a máxima) passa dos 140 mmHg e a pressão diastólica (conhecida como mínima) ultrapassa os 90 mmHg.

No entanto, o diagnóstico pode ser imediato quando os valores são superiores a 180/110 mmHg ou quando, além de valores elevados, existe já “lesão de órgão associada à hipertensão”.

A secretária-geral da Sociedade Portuguesa de Hipertensão defende ainda que a medição da pressão arterial em casa pode ser útil para “complementar as medições em consultório”.

E há duas formas de avaliar a pressão arterial em casa: a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) e a automonitorização da pressão arterial (AMPA).

No caso da MAPA, o doente passa 24 horas com um aparelho que está ligado a uma braçadeira e que recolhe os dados para serem depois analisados por um profissional de saúde. Ou seja, “coloca o aparelho num dia de manhã, faz um dia normal e dorme com ela”.

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Já quando se opta pela AMPA, “o próprio doente (ou um cuidador) mede a sua pressão arterial duas vezes de manhã e duas vezes à noite, idealmente, durante sete dias”.

Complementar as medições em consultório com as medições em casa permite aos médicos perceberem “como é o perfil em casa” e fazerem uma avaliação mais precisa.

Isto é particularmente importante para confirmar o diagnóstico em duas situações: por um lado, quando o doente tem “tensões altas em consultório, mas normais em casa” (fenómeno conhecido como “hipertensão de bata branca”) ou, por outro, quando “o doente tem valores normais em consultório, mas em casa tem valores elevados” (a chamada “hipertensão mascarada”).

Na hora de fazer a automonitorização da pressão arterial, é importante que seja utilizado um dispositivo de medição da pressão arterial validado. A lista de aparelhos validados pode ser consultada online no site da organização científica Stride BP.

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Hipertensão

17 Mai 2024 - 09:48

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