Dia Mundial da Saúde Oral: 5 dicas para uma boca saudável
A higiene oral tem um grande impacto na saúde geral e no bem-estar. As doenças orais podem afetar as relações interpessoais, a autoestima e até o prazer em comer. Além disso, sabe-se que uma má higiene oral e a presença de vários problemas nos dentes e na gengivas podem aumentar o risco de outras doenças.
Assim, para marcar o Dia Mundial da Saúde Oral, que se assinala todos os anos a 20 de março, damos-lhe cinco dicas para uma boa saúde oral.
Escovar os dentes de forma adequada
Tal como se explica no guia para uma boa saúde oral da Federação Dentária Internacional (FDI), “uma higiene oral deficitária leva à acumulação de placa bacteriana, habitada por muitas espécies bacterianas que provocam doenças orais”.
Escovar os dentes pelo menos duas vezes por dia, com uma pasta que contenha flúor, “remove a placa bacteriana e torna os dentes mais resistentes aos ataques ácidos que provocam cárie dentária”, lê-se no mesmo documento.
A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) recomenda que se utilize a técnica “2 x 2 x 2”, ou seja, escove os dentes “duas vezes por dia”, durante dois minutos e fique “duas horas sem comer a seguir à escovagem e às refeições principais”.
A seguir à escovagem, não bocheche com água, cuspa apenas o excesso de pasta. “Ao passar a boca por água, estamos a tirar o flúor”, o que faz com que “o efeito remineralizante, que ajuda a proteger os dentes, se perca”, explicava a odontopediatra Sofia Batista, em declarações anteriores ao Viral.
“É necessário que o flúor esteja presente topicamente, depois da lavagem, para tornar o esmalte mais resistente e diminuir o efeito das bactérias cariogénicas (que provocam cáries)”, sustentava.
Usar fio dentário
Num texto da OMD adianta-se que “os dentes têm cinco faces e a escova não consegue limpá-las a todas”. Os espaços entre os dentes “são propícios à acumulação de bactérias e, por isso, requerem a utilização de escovilhões ou de fio dentário”, uma vez que “a escova não chega lá”.
Por isso, recomenda-se a utilização de “escovilhões interdentários adaptados à largura dos seus dentes ou fio dentário pelo menos uma vez por dia, principalmente à noite, para remover a placa bacteriana que resta”.
Tal como se esclarece num texto da American Dental Association (ADA), “a placa bacteriana que não é removida pela escovagem ou pelo uso do fio dentário pode endurecer, transformando-se numa substância áspera chamada tártaro ou cálculo”.
O tártaro “acumula-se ao longo da linha da gengiva, o que pode causar doenças gengivais” e, “uma vez formado, apenas o dentista pode removê-lo”.
Contudo, o uso diário do fio dentário “pode prevenir a acumulação de placa bacteriana”, sublinha-se no mesmo texto.
Ter uma alimentação saudável, equilibrada e pobre em açúcares
Uma alimentação saudável e equilibrada é fundamental para uma boa saúde oral (ver aqui e aqui).
“O consumo excessivo de açúcares através de alimentos processados e refrigerantes é um dos principais fatores de risco das doenças orais”, refere-se no documento da FDI.
Os refrigerantes “incluem qualquer bebida com açúcar adicionado, sumos de fruta, bebidas em pó açucaradas, bebidas energéticas e para desportistas”, aponta-se.
Segundo o guia, “o risco de cárie dentária aumenta se consumir açúcar mais do que quatro vezes por dia ou quando o seu consumo é superior a 50 gramas (cerca de 12 colheres de chá)”.
Não fumar e evitar as bebidas alcoólicas
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), fumar “amarelece os dentes”, “provoca mau hálito” e causa “um excesso de placa dentária”.
Sabe-se, também, que o tabaco “pode causar cancro da boca” e “doenças gengivais”. No texto da OMS, refere-se que “o consumo de tabaco aumenta o risco de doença periodontal, uma doença inflamatória crónica que desgasta as gengivas e destrói o osso maxilar, levando à perda de dentes”.
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também não é saudável para a boca e para os dentes. No guia da FDI sublinha-se que estas bebidas podem “provocar cárie dentária devido à acidez e alto teor de açúcar existente”.
Tal como o tabaco, “o consumo excessivo aumenta o risco de cancro oral”, acrescenta-se.
Ir ao dentista pelo menos uma vez por ano
As doenças orais podem ter um impacto significativo na vida das pessoas, afetando relações interpessoais, a autoestima e até o prazer em apreciar a comida.
Além disso, “uma boca com determinadas doenças, como, por exemplo, com doença periodontal, pode aumentar o risco de diabetes, doença cardíaca, cancro do pâncreas e pneumonia”, salienta-se no documento da FDI.
Por isso, “manter a boca saudável é crucial para o seu bom funcionamento e manutenção da saúde geral”.
Nesse sentido, defende-se, “a visita regular a um profissional de saúde oral é importante para prevenir ou tratar, atempadamente, o que for necessário”.
A OMD recomenda que se vá ao dentista “pelo menos uma vez por ano”, “desde a erupção do 1.º dente, para prevenir qualquer desenvolvimento de doença nos dentes ou nas gengivas”, até porque “prevenir é sempre mais fácil que tratar” (ver aqui).
Categorias:
Etiquetas: