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Cirurgia a Marcelo Rebelo de Sousa “correu bem”. 5 perguntas e respostas sobre hérnias

2 Dez 2025 - 04:16

Cirurgia a Marcelo Rebelo de Sousa “correu bem”. 5 perguntas e respostas sobre hérnias

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi submetido a uma cirurgia de urgência, esta segunda-feira, devido a “hérnia encarcerada”. Depois da operação, a Presidência da República publicou uma nota a dar conta de que “a intervenção cirúrgica a que foi submetido o Presidente da República já terminou e correu bem”. 

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Mas esta não foi a primeira vez que Marcelo foi operado na sequência de uma hérnia. O que causa este problema? Que tipos de hérnias existem? A cirurgia é sempre necessária? Neste artigo, respondemos a cinco questões sobre hérnias.

Como se formam as hérnias?

O abdómen “é coberto por camadas de músculos e tecido forte” que ajudam no movimento e protegem os órgãos internos, explica-se num texto da Universidade de Johns Hopkins.

Uma hérnia ocorre quando uma parte do intestino ou outro tecido interno atravessa uma área enfraquecida da parede abdominal, formando uma saliência.

Que tipos de hérnias existem?

Há vários tipos de hérnias, mas as mais comuns ocorrem na barriga ou na virilha.

As hérnias inguinais (mais comuns nos homens) e as hérnias femorais (mais comuns nas mulheres) “ocorrem quando o tecido adiposo ou uma parte do intestino se projeta para a virilha, na parte superior da parte interna da coxa”, esclarece-se num texto do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla inglesa).

Outro tipo de hérnias são as “umbilicais”, que se verificam “quando o tecido adiposo ou parte do intestino se projeta através da barriga, perto do umbigo”. 

“Quando parte do estômago empurra para cima em direção ao peito, passando por uma abertura no diafragma, a fina camada de músculo que separa o peito da barriga”, dá-se uma hérnia de hiato.

Além destas, sublinha-se no mesmo texto, existem outros tipos de hérnia menos comuns: 

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– Hérnias epigástricas, na barriga, “entre o umbigo e a parte inferior do esterno”; 

– Hérnias de spiegel que ocorrem “ao lado do músculo abdominal, geralmente abaixo do umbigo”;

– Hérnias incisionais, “quando o tecido se projeta através de uma ferida cirúrgica na barriga que não cicatrizou completamente”;

– Hérnias diafragmáticas, causada por um defeito no diafragma;

– Hérnias musculares (mais comuns em caso de lesões desportivas), “em que parte do músculo se projeta através do tecido”.

Quais os sintomas?

Em muitos casos, as hérnias não causam sintomas ou são pouco evidentes. Nesses casos, o que pode causar alarme é um inchaço ou uma pequena saliência na barriga ou na virilha.

No entanto, quando surgem alguns sinais de alerta, é recomendado procurar ajuda. É importante ir ao médico se tiver: uma saliência dolorosa que não diminui de tamanho quando se deita e descansa; um dor intensa que piora; náuseas e/ou vómitos; dificuldade em evacuar; inchaço; batimento cardíaco acelerado; e febre (ver aqui).

Estes sintomas podem indicar complicações, como uma hérnia encarcerada ou uma hérnia estrangulada.

No caso de uma hérnia encarcerada, a parte que saiu fica presa no local da hérnia e já não consegue voltar para dentro do abdómen. Quando se verifica um bloqueio no fluxo sanguíneo na parte do intestino afetada que também causa dor, ocorre uma hérnia estrangulada.

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Ambos os casos são emergências médicas que precisam de ser tratadas o mais rapidamente possível.

Quem corre maior risco de ter uma hérnia?

Existem alguns fatores que aumentam o risco de uma pessoa desenvolver uma hérnia. A idade avançada, ser homem, a tensão repetida na barriga e o histórico familiar são aspetos importantes neste contexto.

O excesso de peso e a obesidade também são fatores relevantes, já que o peso excessivo aumenta a tensão e enfraquece os músculos abdominais, tornando-os mais propensos a desenvolver uma hérnia, sublinha-se num texto da Faculdade de Saúde da Universidade de Utah.

Os estudos disponíveis também mostram que “a gravidez está associada a um aumento no risco de recorrência da hérnia”, apesar de esse risco ser pequeno.

As pessoas com tosse crónica, “frequentemente associada aos efeitos do tabagismo”, enfraquece a parede abdominal, o que pode contribuir para o desenvolvimento de uma hérnia.

Além disso, a obstipação é um fator de risco importante. “A tensão constante pode fazer com que uma parte do intestino fique presa na parede abdominal” e “isso pode levar a alguns problemas dolorosos no intestino”, refere-se no mesmo texto.

A cirurgia é sempre necessária?

A cirurgia nem sempre é necessária. Após o diagnóstico, consideram-se vários fatores antes de se fazer uma intervenção cirúrgica. 

Segundo o texto do NHS, é importante ter em conta “o tipo de hérnia” (alguns tipos são mais propensos a complicações) e “o conteúdo da hérnia” – “se a hérnia contiver uma parte do seu intestino, músculo ou outro tecido, pode haver risco de estrangulamento ou obstrução”.

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Além disso, “a cirurgia pode ser recomendada se os sintomas forem graves ou estiverem a piorar, ou se a hérnia estiver a afetar a sua capacidade de realizar as suas atividades normais”. Por outro lado, a cirurgia pode representar um risco grande, em casos de pessoas com outros problemas de saúde.

Caso a cirurgia seja indicada, existem duas formas principais de realizar uma intervenção cirúrgica neste contexto: uma “cirurgia aberta – em que é feito um corte para permitir que o cirurgião empurre o inchaço de volta para dentro da barriga” – ou uma “laparoscopia” (cirurgia minimamente invasiva) – em que “são feitos vários cortes menores, permitindo que o cirurgião use vários instrumentos especiais para reparar a hérnia”, explica o NHS.

A maioria das pessoas pode ir para casa no mesmo dia ou no dia seguinte à cirurgia e recuperar totalmente em poucas semanas.

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Hérnia

2 Dez 2025 - 04:16

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