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Atum fresco, tintureira e tubarão. Porque devem as grávidas evitar comer peixe com elevado teor de mercúrio?

26 Ago 2026 - 08:15

Atum fresco, tintureira e tubarão. Porque devem as grávidas evitar comer peixe com elevado teor de mercúrio?

A alimentação durante a gravidez exige cuidados específicos que vão desde a lavagem das frutas e vegetais ao método de confeção dos alimentos. Além disso, há uma lista de alimentos a evitar, da qual fazem parte, por exemplo, os peixes com elevado teor de mercúrio, como o atum fresco, o tubarão e a tintureira. Mas o que está por trás desta recomendação?

Porque devem as grávidas evitar peixes com elevado teor de mercúrio?

O mercúrio é um metal pesado tóxico, associado a riscos para a saúde humana, e o pescado representa uma das principais fontes de exposição alimentar a este contaminante. Tal como se explica no Manual de Alimentação e Nutrição na Gravidez da Direção-Geral da Saúde (DGS), “o metilmercúrio é a forma química mais tóxica e pode constituir mais de 90% de mercúrio total presente no peixe, crustáceos, bivalves e cefalópedes”.

Por entrar na cadeia alimentar aquática e sofrer um processo de bioamplificação (acumulação crescente na cadeia alimentar), o metilmercúrio tende a acumular-se em maiores quantidades nos peixes que estão no topo dessa cadeia. Segundo a DGS, “as espécies predadoras, peixes de maiores dimensões e com maior tempo de vida têm maiores teores” deste contaminante. São exemplos disso peixes como o atum fresco, o tubarão e a tintureira.

No mesmo documento da DGS, refere-se que “os órgãos alvo da toxicidade do metilmercúrio são o cérebro e o sistema nervoso em desenvolvimento, sendo a exposição in utero um período de suscetibilidade”. Além disso, “o metilmercúrio atravessa a placenta”, podendo provocar efeitos de neurotoxicidade no feto.

Embora o consumo de pescado possa ter benefícios importantes durante a gravidez, o metilmercúrio merece especial atenção nesta fase. Por isso, a DGS recomenda o consumo de duas a três porções de pescado por semana (233 a 350 g), privilegiando espécies com baixos níveis de metilmercúrio e “variando as espécies consumidas”.

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Estas recomendações estão em linha com a informação disponibilizada no site da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera o mercúrio “uma das dez substâncias químicas que levanta maior preocupação para a saúde pública”.

A OMS alerta que “mesmo pequenas quantidades” de exposição podem causar problemas graves de saúde e constituir uma ameaça para “o desenvolvimento da criança no útero e no início da vida”.

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Em suma, as grávidas devem evitar peixes com elevado teor de mercúrio porque este contaminante pode atravessar a placenta e afetar o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso do feto. As recomendações atuais não passam por eliminar o peixe da dieta, mas sim por priorizar espécies com menor teor de mercúrio e variar o pescado consumido.

26 Ago 2026 - 08:15

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